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BC continua trabalhando na chamada agenda evolutiva do PIX e prepara novidades para a ferramenta de transferências em tempo real - Foto: Marcello Casal Jr/EBC

BC prepara novidades previstas para o PIX, saiba mais!

Inaugurada em 2020, a plataforma voltou a ser alvo de críticas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O Banco Central (BC) continua trabalhando na chamada agenda evolutiva do PIX e prepara novidades para a ferramenta de transferências em tempo real.

Inaugurada em 2020, a plataforma voltou a ser alvo de críticas nesta quarta-feira (1º) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — sob o argumento de que o sistema é prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.

Orientado pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu prontamente. Assim, afirmou que “ninguém” vai fazer o governo brasileiro mudar o PIX.

Banco Central também prevê novidades para o PIX neste ano.

  • Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR code. Bem como uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto. Isso já é oferecido de forma facultativa, mas a previsão é de que seja obrigatória a partir de novembro deste ano.
  • Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX. Dessa forma, facilita a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. Objetivo é que sirva de alternativa aos boletos bancários.
  • Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico.

Previstas para 2027, a depender de recursos disponíveis no Banco Central:

  • PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o formato atual de utilização do PIX, em outros países, é “parcial”, focada em estabelecimentos específicos. A ideia é que os pagamentos transfronteiriços possam ser feitos de forma definitiva, entre países, no futuro. O objetivo é interligar sistemas de pagamento instantâneos.
  • PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A proposta é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, “recebíveis futuros”. Ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX — possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis.
  • PIX por aproximação (modelo offline): ideia visa permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado. Isto é, ligado à rede por Wi-Fi ou 5G.

Ao mesmo tempo, o Banco Central segue discutindo o lançamento, no futuro, das regras para o chamado PIX Parcelado. Aliás, será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito.

O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras. Isso tende a favorecer a competição entre os bancos e queda dos juros. Essa padronização não tem prazo definido.

Fonte: g1