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O uso de celular no ambiente de trabalho está ganhando um novo capítulo com a adoção de bolsas bloqueadoras em diversas empresas nos EUA - Foto: Divulgação/Yondr

Bolsas bloqueadoras de celular ganham espaço em empresas dos EUA

Essas bolsas, como as fabricadas pela empresa Yondr, funcionam de forma simples: o colaborador coloca o celular no compartimento, que é selado magneticamente

O uso de celular no ambiente de trabalho está ganhando um novo capítulo com a adoção de bolsas bloqueadoras em diversas empresas nos EUA. Empresas de diversos setores, de tecnologia a órgãos governamentais, começaram a utilizar acessórios que trancam o aparelho durante o expediente. Dessa maneira, permite que o funcionário o mantenha por perto, mas sem acesso à tela.

Essas bolsas, como as fabricadas pela empresa Yondr, funcionam de forma simples. Ou seja, o colaborador coloca o celular no compartimento, que é selado magneticamente. O desbloqueio só ocorre em estações específicas, geralmente localizadas em áreas de convivência ou na saída.

Elas também já vem sendo adotadas em escolas dos EUA que adotaram medidas de restrição ao uso do smartphone pelos alunos.

Diferente de armários convencionais, o sistema permite que o usuário ouça notificações de emergência ou chamadas persistentes, embora não consiga visualizar o conteúdo de imediato.

A motivação das empresas varia. No caso da ID.me, que lida com verificação de identidade digital, o objetivo principal é a segurança de dados sensíveis dos clientes.

Outras organizações buscam combater a distração e o chamado “phubbing” — o ato de ignorar colegas para olhar o celular —, o que, segundo gestores, prejudica a coesão da equipe e a produtividade em reuniões.

Impacto na rotina

Funcionários que utilizam o sistema relatam uma mudança na dinâmica social. Sem a distração constante, há um aumento na interação direta entre os colegas e maior foco em tarefas rotineiras. Por outro lado, o tema divide especialistas.

Enquanto alguns estudos indicam que a ausência do celular melhora a concentração em funções repetitivas, outros sugerem que o impacto é menor em trabalhos criativos.

Há também o debate sobre o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Pesquisadores da Universidade de Galway apontam que a impossibilidade de resolver pendências domésticas ou familiares durante o dia pode gerar estresse.

Fonte: olhardigital