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Colheita de soja completou a totalidade da área semeada no Brasil, segundo a Conab em seu boletim semanal de progresso de safra Foto: Unsplash

Colheita de soja 2025/26 está encerrada no País, afirma Conab

Colheita de soja completou a totalidade da área semeada no Brasil

A colheita de soja da safra 2025/26 completou 100% da área semeada no Brasil (12), segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra. A colheita do milho de primeira safra 2025/26 atingia 90,4% da área, avanço de 2,7 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Em comparação com igual período da safra passada, quando 92,5% haviam sido colhidos, os trabalhos estão atrasados em 2,1 pontos porcentuais.

Já em relação à média dos últimos cinco anos, de 90,1%, estão praticamente alinhados. Entre os Estados que ainda pontos porcentuais em relação à semana anterior. Em comparação com igual momento da safra passada, quando 3,9% da área havia sido colhida, os trabalhos estão adiantados em 2,8 pontos porcentuais. Já em relação à média dos últimos cinco anos, de 7,3%, há leve atraso. Mato Grosso lidera o avanço, com 13% da área colhida, seguido por Tocantins, com 8%; Maranhão, com 5%; São Paulo, com 2%; Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, ambos com 1%; e Goiás, com 0,3%.

O protagonismo de MT

De fato, a finalização dos trabalhos de campo consolida o protagonismo de importantes regiões agrícolas do país. Nesse sentido, Mato Grosso despontou novamente como o maior produtor de soja e milho da última safra. Inclusive, o estado manteve sua liderança isolada devido ao clima amplamente favorável. Além disso, estados da região Sul, como o Paraná e o Rio Grande do Sul, registraram uma recuperação expressiva na produtividade geral. Por conseguinte, o bloco do Matopiba também surpreendeu positivamente os analistas de mercado, registrando números recordes em suas colheitas locais.

Como resultado, o mercado global já direciona suas atenções e projeções para o planejamento da próxima safra. Portanto, os investidores podem esperar uma expansão moderada na área total de plantio em território nacional. Contudo, o setor enfrentará desafios complexos relacionados aos custos elevados dos insumos e fertilizantes importados. Do mesmo modo, a variação cambial deve ditar o ritmo de comercialização antecipada dos grãos pelos produtores rurais.

Paralelamente, as condições climáticas associadas ao fenômeno La Niña exigirão um monitoramento constante por parte dos agricultores. Assim, o planejamento logístico eficiente será indispensável para escoar essa produção massiva sem gargalos nos principais portos. Igualmente, o uso crescente de tecnologias de precisão e insumos biológicos ajudará a mitigar os riscos no campo. Por fim, a expectativa geral aponta para a manutenção do Brasil como o principal player no fornecimento de alimentos.

Fonte: Uol