Estudo aponta 49,7% de reações contra bets nas redes sociais
De acordo com o estudo da plataforma de inteligência de audiência Felton, nas redes sociais, 49,7% das reações foram contra a presença das bets. Outros 17,9% se posicionaram de maneira favorável e 32,4% têm tom neutro.
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva assinou (25) uma Medida Provisória para proibir a atuação de plataformas de apostas e jogos online no Brasil.
Na noite (23), em evento realizado com artistas no Rio de Janeiro, Lula já havia prometido colocar fim à presença das empresas do segmento no País. O setor de apostas, por meio de um comunicado conjunto, assinado por nove entidades setoriais, se posicionou pedindo diálogo ao Poder Executivo e o Congresso Nacional.
O documento também listou o que seriam consequências imediatas a uma proibição do mercado de apostas no País, citando a migração dos consumidores para o mercado ilegal de apostas, a perda de tributos e dos repasses previstos em lei, a insegurança jurídica e possíveis demissões na cadeia ligada ao setor.
Millenials dominam as reações
O estudo da plataforma de inteligência de audiência Felton também apontou que os millenials dominam as reações, tanto favoráveis às bets (63,4%) quanto contrárias (72,3%).
No conteúdo, entre as 10 hashtags mais usadas, quatro são contra as bets. São elas: #fimdasbetsjá, #fimdasbets, #pelofimdasbets, #forabets. As outras seis são relacionadas a campanha política, sem posição sobre as bets.
Entre os assuntos relacionados e justificativas, o que mais aparece é a política. Incoerência e eleitoralismo são citados em 11,1% dos comentários; voto e disputa eleitoral em 6,7%; futebol, clubes e patrocínio 5,7%; impostos e economia 4,9%; lavagem de dinheiro e crime 4,2%; e dívidas e perda de dinheiro 4,1%.
Reações digitais mostram o impacto político e social das bets
Primeiramente, o debate sobre as apostas online transcende a economia e mobiliza intensamente a sociedade nas plataformas digitais.
A forte rejeição mapeada pelo estudo reflete a crescente preocupação pública. Além disso, ela aponta para os impactos financeiros e sociais dessas empresas. Isso afeta diretamente o cotidiano das famílias brasileiras.
Por conseguinte, o engajamento de gerações como os millenials demonstra que o tema se tornou central nos debates virtuais. Nesse sentido, essa repercussão acaba exigindo atenção constante de autoridades e especialistas.
Fonte: meio&mensagem




