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EUA anunciou assinatura de acordo nuclear com Arábia Saudita. Texto seguirá para o Congresso e entrará em vigor em 90 dias Foto: Reprodução/Casa Branca

EUA assinam acordo nuclear com Arábia Saudita

EUA anunciou assinatura de acordo nuclear com Arábia Saudita

O Departamento de Energia dos EUA anunciou (22), a assinatura de um acordo nuclear com a Arábia Saudita. O texto seguirá agora para o Congresso para um período de análise obrigatória e, caso não haja objeções dentro de 90 dias de sessão, entrará em vigor. Para derrubar um eventual veto presidencial, seria necessária maioria de dois terços.

Conhecido como “Acordo 123”, o pacto estabelece o marco legal exigido para a cooperação nuclear civil entre Washington e outros países. Além disso, ele determina que os materiais sejam utilizados estritamente para fins pacíficos, sob regras de segurança da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O acordo poderá permitir, portanto, que a Arábia Saudita enriqueça seu próprio combustível para reatores nucleares. Por fim, essa possibilidade surpreendeu muitos em Israel, que mantém um programa nuclear militar não declarado, operando, ademais, um reator de pesquisa reconhecido oficialmente.

Comunicado

“Juntos, esses dois acordos estabelecem, primeiramente, a base legal para uma parceria de bilhões de dólares com duração de décadas. O pacto visa promover, além disso, diversos objetivos econômicos e estratégicos prioritários, incluindo a não proliferação nuclear. O acordo 123 proporciona, portanto, ótimo acesso para empresas americanas ao programa de energia nuclear da Arábia Saudita. Dessa forma, ele beneficia a indústria, os trabalhadores e as cadeias de suprimentos americanas. Ademais, a iniciativa ajuda a atender às necessidades energéticas da Arábia Saudita”, afirmou, por fim, o Departamento de Energia dos Estados Unidos em comunicado.

“Esses acordos refletem o compromisso compartilhado de nossas duas nações em fortalecer as relações comerciais entre os EUA e a Arábia Saudita, proporcionando prosperidade em nossos países e segurança aos nossos aliados no exterior”, disse o secretário de Energia americano, Chris Wright.

Segundo a agência de notícias Reuters, o acordo atual não inclui o chamado Protocolo Adicional, que permite à Agência Internacional de Energia Atômica da ONU realizar inspeções surpresa mais intrusivas.

O acordo também permitiria à Arábia Saudita enriquecer urânio e reprocessar resíduos nucleares. Além disso, ambos representam caminhos potenciais para a produção de armas nucleares.

Em contrapartida, os Emirados Árabes Unidos concordaram, portanto, em abrir mão dessas práticas. Por fim, eles adotaram essa postura quando assinaram um acordo semelhante com os Estados Unidos em 2009.

A assinatura do acordo ocorre em meio a tensões entre os Estados Unidos e o Irã, relacionadas ao enriquecimento de urânio, com Washington acusando Teerã de buscar desenvolver armas nucleares.

Fonte: SBT