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A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo promove formações contra racismo e xenofobia para professores Foto: Divulgação SME

Educadores recebem formação de combate ao racismo e à xenofobia; conheça

Formações contra racismo e xenofobia para professores

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo promove, ao longo deste ano, formações para professores voltadas ao combate ao racismo e à xenofobia. O encontro mais recente aconteceu no final de fevereiro e reuniu profissionais que atuam na Coordenadoria Pedagógica. O tema foi o “Protocolo para Prevenção e Enfrentamento ao Racismo e à Xenofobia na Educação”, lançado em 2025.

O documento orienta as escolas sobre procedimentos, encaminhamentos e fluxos a serem seguidos diante de condutas racistas e xenofóbicas. Por exemplo, se um desses casos acontecer na escola, o primeiro passo deve ser a identificação dos envolvidos. Depois, os gestores devem fazer o acolhimento com escuta ativa, informando a vítima sobre o plano de ação construído.

Agora, a Secretaria pretende realizar formações para que todos os educadores da rede conheçam o documento.

Desigualdade na educação

Essas e outras ações são necessárias uma vez que a educação ainda é marcada pela desigualdade racial. O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025 mostrou que a diferença de aprendizagem entre estudantes brancos, negros, indígenas e amarelos se acentuou entre 2013 e 2023. Enquanto 91,5% dos jovens brancos concluem o ensino fundamental aos 16 anosesse índice cai para 83,5% entre os pardos e para 80,9% entre os pretos.

A defasagem é ainda maior entre estudantes do ensino médio, onde aos 19 anos 79,4% dos brancos concluíram essa etapa, frente a 66,6% dos pardos e 62,1% dos pretos.

A formação contínua contra racismo fortalece educadores para intervenções rápidas. Assim, implementa protocolos de acolhimento ativo nas escolas. Além disso, orienta fluxos claros para identificar e encaminhar casos discriminatórios. Do mesmo modo, capacita coordenadores pedagógicos com escuta qualificada. Por conseguinte, constrói planos de ação inclusivos e eficazes.

Essas ações combatem desigualdades históricas na aprendizagem racial. Desse modo, eleva índices de conclusão entre estudantes negros e pardos. Em seguida, reduz defasagens no fundamental e médio. Ademais, promove equidade por meio do Anuário Brasileiro de Educação. Por fim, transforma a rede municipal em referência contra xenofobia. Portanto, avança rumo a uma educação verdadeiramente democrática e antirracista.

Fonte: cnn