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Singtel, principal operadora de Singapura, inicia oficialmente sua operação no Brasil no terceiro trimestre de 2026 - Foto: Marcelo Camargo/EBC

Gigante de Singapura, operadora Singtel chega ao Brasil

A gigante asiática chega para atender o mercado corporativo através de conectividade global e soluções de inteligência artificial

A Singtel, principal operadora de Singapura, inicia oficialmente sua operação no Brasil no terceiro trimestre de 2026 com a abertura de um escritório em São Paulo. A gigante asiática chega para atender o mercado corporativo através de conectividade global e soluções de inteligência artificial.

Aliás, utilizará o território brasileiro como base estratégica para sua expansão regional na América Latina. Portanto, conectando empresas locais ao dinâmico hub digital da Ásia-Pacífico de forma integrada e ágil.

A força global da operadora no país

A magnitude da Singtel no cenário internacional coloca o mercado nacional em um novo patamar de competitividade. Com receita anual de aproximadamente 10,45 bilhões de dólares e um EBITDA de 3 bilhões de dólares, a companhia gerencia uma base superior a 820 milhões de assinantes móveis. Atuando em 22 países, o grupo mantém participações em teles renomadas como a Airtel e a Optus. Sendo assim, se consolida como um dos maiores players mundiais em tecnologia e infraestrutura de comunicação digital.

Singtel em Números (Dados Globais)

IndicadorDetalhes
Receita OperacionalS$ 14,1 bilhões (US$ 10,45 bi)
EBITDA AnualS$ 3,8 bilhões (US$ 3 bi)
Base de Assinantes+820 milhões de clientes móveis
Presença Global22 países e 400 pontos de presença
Sede no BrasilSão Paulo (Operação no 3º Tri)

Foco estratégico e a parceria com a Nestlé

Diferente das teles tradicionais de varejo, a operadora chega para integrar soluções complexas para grandes corporações. De acordo com Keith Leong, executivo do grupo, a decisão está ligada à maturidade digital nacional: “O Brasil está entrando em um boom digital que se alinha perfeitamente à nossa visão de conectar a América Latina com a Ásia”. Segundo ele, a operação não é pontual, mas sim um investimento estruturado no nosso crescimento regional”, focando em agilidade.

Um exemplo prático dessa atuação é o atendimento à Nestlé Brasil, que já utiliza os serviços da Singtel através de um contrato global. Leong ressaltou que a multinacional demonstra a eficiência do grupo em modernizar redes corporativas: Ganhar a Nestlé é um bom exemplo de como ajudamos uma organização a transformar sua rede em uma rede preparada para IA. O objetivo, portanto, é oferecer suporte local para empresas que dependem de infraestruturas críticas, seguras e de alto desempenho técnico.

Inovação e portfólio tecnológico

A oferta tecnológica no país será robusta, baseada em um modelo de Network-as-a-Service (NaaS). Para facilitar o entendimento da infraestrutura digital que será disponibilizada, a operadora destaca três pilares fundamentais em seu portfólio inicial para o mercado brasileiro:

  • CUBΣ: Plataforma de rede como serviço para gestão centralizada de redes multinacionais, multivendor e multicloud.
  • AI Studio: Sistema avançado para treinamento, teste e implantação de soluções de inteligência artificial em ambientes seguros e de baixo código.
  • Paragon: Serviço de orquestração de redes, nuvem e infraestrutura de borda, criado para facilitar a adoção de soluções em 5G empresarial.

Modelo de negócios e parcerias locais

A estratégia da operadora no Brasil não envolve a construção de torres ou cabos próprios, mas sim a colaboração com o ecossistema local. A IG Networks foi citada como a primeira parceira estratégica para viabilizar as soluções no mercado nacional. Não faremos isso sozinhos. Vamos trabalhar com parceiros locais, incluindo operadoras, para levar nossas soluções ao mercado”, afirmou Leong. O foco está na conectividade de última milha, garantindo que a inteligência da Singtel chegue aos clientes.

Sobre expandir para operadoras virtuais (MVNO) ou redes privadas industriais, a Singtel mantém cautela no curto prazo. A prioridade atual é o estabelecimento do escritório paulista e o suporte aos clientes globais já existentes no país. Contudo, o executivo não descarta futuras avaliações após conhecer melhor o cenário: Acredito que primeiro você precisa entender o mercado. É um investimento de longo prazo. O mais importante agora é nos estabelecer e atender os nossos clientes globais”.

O Brasil como ponte digital para a Ásia

O país servirá como o centro nervoso das operações da Singtel em toda a América do Sul. Ng Tian Chong, CEO da Singtel Singapore, afirmou que a operação paulista permitirá oferecer suporte ágil a clientes globais. A Singtel exerce um papel único como ponte digital entre Brasil, América Latina e Ásia”, comentou o CEO. A ideia é consolidar a operação brasileira antes de prospectar novos territórios, garantindo que a equipe, composta por diretores brasileiros, entregue a excelência esperada.

A dimensão geopolítica favorece a chegada, visto que o comércio entre o Brasil e o bloco ASEAN já supera os US$ 37 bilhões anuais. Companhias como a Embraer já utilizam Singapura como hub, o que abre precedentes para que a Singtel apoie o movimento inverso de internacionalização tecnológica. Ao orquestrar redes que combinam fibra óptica, 5G e nuvem, a empresa espera reduzir custos operacionais, liberando as equipes de TI corporativas para focarem exclusivamente no crescimento de seus negócios.

Fonte: minhaoperadora