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Guerra no Oriente Médio traz riscos para a indústria de IA. Fabricantes de chips e componentes alertaram investidores Imagem: deepadesigns/Shutterstock

Guerra no Oriente Médio ameaça cadeia global da IA

Guerra no Oriente Médio traz riscos para a indústria de IA

A guerra no Oriente Médio começou a gerar efeitos diretos sobre a indústria global de semicondutores, ou seja, em um momento de forte crescimento impulsionado pela inteligência artificial (IA).

Empresas responsáveis pela fabricação de chips e componentes alertaram investidores sobre o aumento de custos. Nesse sentido, elas citaram problemas logísticos e risco de escassez de matérias-primas essenciais.

Além disso, esses insumos são vitais para manter o ritmo acelerado da produção de hardware voltado à IA. Ademais, as advertências ocorreram segundo informações da CNBC.

Fabricantes, como TSMC, Foxconn e Infineon, destacaram em seus resultados financeiros que o conflito no Oriente Médio já afeta operações e margens de lucro.

O aumento do preço do petróleo elevou despesas com energia, transporte e frete internacional, enquanto cadeias de suprimentos consideradas estratégicas para o setor passaram a enfrentar dificuldades crescentes. Analistas avaliam que a situação ainda pode piorar nos próximos meses.

Para quem tem pressa:

  • Aumento nos custos de energia e logística internacional;
  • Risco de escassez de hélio e outros materiais críticos;
  • Necessidade de criar estoques de segurança;
  • Pressão sobre margens de lucro das fabricantes;
  • Impacto potencial sobre data centers de IA.

Hélio e energia entram na lista de preocupações do setor

O hélio aparece entre os materiais mais críticos para a fabricação de semicondutores. O gás é utilizado em diferentes etapas da produção de chips e depende diretamente da indústria de gás natural. O Catar, segundo maior fornecedor global do produto, teve sua capacidade de exportação afetada após ataques iranianos. Segundo dados da S&P Global, o país respondeu por mais de 30% da oferta mundial de hélio em 2025.

Além do hélio, empresas também relataram dificuldades envolvendo alumínio, bromo e outros insumos importantes para o setor. Em março, compradores europeus de chips precisaram recorrer a estoques de emergência após interrupções no transporte aéreo.

Francisco Jeronimo, analista da IDC, afirmou que os preços de gás, energia e frete continuam em níveis historicamente elevados e devem permanecer pressionados mesmo em caso de redução das tensões.

Fabricantes aceleram planos de diversificação

Antes de tudo, a TSMC informou que trabalha para ampliar fornecedores e criar soluções de múltiplas fontes de abastecimento. Nesse sentido, segundo o CFO, Wendell Huang, a empresa busca construir uma cadeia global mais diversificada e fortalecer fornecedores locais.

Por sua vez, o VAT Group, fornecedor de componentes para fabricantes de chips, relatou interrupções logísticas. Dessa forma, houve necessidade de redirecionar remessas por causa da guerra. Com efeito, a mudança gerou um impacto milionário nas vendas trimestrais.

Por fim, apesar do cenário, investidores continuam apostando fortemente no setor de inteligência artificial. O índice PHLX Semiconductor, da Nasdaq, acumula forte valorização nos últimos meses, impulsionado pela demanda crescente por chips voltados à IA.

Fonte: Olhar Digital