Do total importado, os defensivos químicos responderam por US$ 13,8 bilhões, alta de 15% em relação a 2024
A importação de defensivos agrícolas pelo Brasil alcançou US$ 14,3 bilhões em 2025, de acordo com dados do sistema Comexstat, do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela CropLife Brasil. O resultado combina aumento de valor e volume com queda nos preços médios, refletindo mudanças no perfil das compras externas do agronegócio.
Do total importado, aliás, os defensivos químicos responderam por US$ 13,8 bilhões, alta de 15% em relação a 2024 e participação de 96,3%. Bioinsumos e sementes tiveram fatias bem menores, com 2,2% e 1,5%, respectivamente, conforme o levantamento setorial.
Dependência externa e concentração de fornecedores
A China manteve a liderança como principal origem dos defensivos importados pelo Brasil, com US$ 6 bilhões em vendas em 2025. Índia e Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 2 bilhões e US$ 1,6 bilhão, respectivamente.
A predominância chinesa foi observada em todos os segmentos analisados. O país respondeu por mais da metade dos produtos técnicos e por quase metade dos defensivos formulados, reforçando a concentração do abastecimento externo.
Importação de defensivos agrícolas e reflexos no comércio
No sentido oposto da balança, as exportações brasileiras de insumos agrícolas somaram US$ 976 milhões em 2025, alta de 7% e maior receita em 14 anos. Produtos químicos representaram cerca de dois terços do valor exportado, seguidos por sementes e bioinsumos.
As vendas externas de sementes alcançaram US$ 262 milhões. Mesmo com menor volume embarcado, a alta do preço médio para US$ 5,11 por quilo sustentou a receita, com destaque para sementes de milho vendidas ao Paraguai.
Para 2026, a expectativa é de manutenção dos volumes e de preços mais baixos, segundo a CropLife, já que os produtores seguem operando com margens apertadas. Nesse cenário, a importação de defensivos agrícolas tende a continuar guiada pelo fator custo e pela presença de genéricos no mercado.
Fonte: economicnews




