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Autoridades anunciaram que estavam buscando aprovação oficial para colocar opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa em prisão domiciliar - Foto: Reprodução/RedesSociais

Juan Pablo Guanipa, opositor venezuelano é preso horas após ser libertado

O incidente ocorreu horas depois da libertação da prisão de Guanipa, aliado próximo de María Corina Machado

Autoridades anunciaram no domingo que estavam buscando aprovação judicial para colocar o proeminente político da oposição venezuelano Juan Pablo Guanipa em prisão domiciliar, logo após ele ter sido levado por homens armados em Caracas, em um incidente que seu filho classificou como sequestro.

O incidente ocorreu horas depois da libertação de Guanipa. Ou seja, aliado próximo da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado, após ficar detido por mais de poito meses sob a acusação de liderar uma conspiração terrorista.

O Ministério Público da Venezuela disse em um comunicado que Guanipa violou os termos de sua libertação, mas não forneceu detalhes.

O incidente lança incertezas sobre as promessas do governo de aprovar uma lei de anistia e libertar presos políticos. À medida que a pressão dos EUA aumenta um mês após o governo Trump capturar e depor o líder de longa data Nicolás Maduro.

O filho do político, Ramon Guanipa, e Corina Machado, que ganhou o Nobel por seus esforços para destituir Maduro, afirmaram que o levaram à força por homens não identificados.

Homens fortemente armados vestidos com roupas civis chegaram em quatro veículos e o levaram à força, disse Corina Machado em uma postagem no X.

O jovem Guanipa afirmou em um vídeo nas redes sociais: “Meu pai foi sequestrado novamente”.

Poucas horas antes, Juan Pablo Guanipa havia postado vídeos nas redes sociais nos quais falava com jornalistas e uma multidão de apoiadores entusiasmados.

Ele pediu a libertação de outros presos políticos e chamou o atual governo de ilegítimo.

A reeleição de Maduro em 2024 foi amplamente vista como fraudulenta e vários países. Inclusive os EUA, não reconhecem a legitimidade de seu governo.

Centenas liberados desde 8 de Janeiro

Guanipa disse em entrevista a um veículo online local que conversou brevemente com Corina Machado após libertação e esperava conversar mais com ela no dia seguinte.

A oposição e os grupos de direitos humanos da Venezuela afirmam há anos que o governo socialista do país usa detenções para reprimir a dissidência.

O governo nega manter presos políticos e diz que os detidos cometeram crimes

Autoridades afirmam libertaram que quase 900 dessas pessoas, mas não foram claras sobre o cronograma e parecem estar incluindo libertações de anos anteriores.

O governo não forneceu uma lista oficial da libertação de todos os presos, nem revelou suas identidades.

O grupo de direitos humanos Foro Penal afirmou que libertaram 383 presos desde que o governo venezuelano anunciou, em 8 de janeiro, que iniciaria uma nova série de libertações.

O grupo contabilizou outras 35 libertações no domingo, inclusive o político da oposição Freddy Superlano e o advogado Perkins Rocha. Aliás, também aliados próximos de Machado.

O diretor do grupo, Alfredo Romero, disse nas redes sociais que ainda não tinham informações claras sobre quem levou Guanipa.

Fonte: uol