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Keiko Fujimori é a vencedora das eleições presidenciais no Peru. Ela atingiu 50,11% dos votos contra 49,88% de seu adversário Foto: Wikimedia Commons

Após longa apuração, Keiko Fujimori é eleita presidente no Peru

Keiko Fujimori é a vencedora das eleições presidenciais no Peru

Com 99,9% das urnas apuradas, a candidata Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, é a vencedora das eleições presidenciais no Peru. Ela atingiu 9.206.241 votos (50,11%) contra 9.162.855 votos (49,88%) de seu adversário, Roberto Sánchez, e não pode mais ser alcançada.

Este número de votos dos dois candidatos foi informado na atualização da contagem divulgada às 2h desta quarta (24). No momento, restam cerca de 40 mil votos para serem apurados, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), o que não permite uma virada de Sánchez.

Durante os 17 dias de contagem de votos do segundo turno, realizados majoritariamente através de cédulas de papel, os resultados mostraram uma diferença bastante apertada, chegando ao empate absoluto. Sánchez liderou a apuração, mas Fujimori superou o adversário posteriormente.

Na última terça-feira (23), Roberto Sánchez, candidato da esquerda peruana pelo partido Juntos por el Perú, declarou que não reconheceria o resultado deste segundo turno. Ele alegou que há uma fraude em andamento, com manipulação de votos. O partido entrou na Justiça com um recurso para anular votos registrados no exterior.

A conservadora Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000, é a primeira mulher eleita presidente do país através do voto direto. Ela disputou as três últimas eleições presidenciais e acabou derrotada em todas. Keiko será a nona presidente do país em 10 anos.

A caminhada de Keiko Fujimori até a presidência

A ascensão de Keiko Fujimori ao poder marca um momento decisivo em sua longa trajetória política. Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, ela iniciou sua carreira pública como primeira-dama. Posteriormente, a partir de 2006, atuou como congressista peruana. Desde então, consolidou-se como uma das figuras mais influentes e polarizadoras da direita no país.

Ao longo das últimas décadas, Keiko enfrentou desafios jurídicos significativos. Consequentemente, sua imagem pública sofreu variações importantes perante o eleitorado. Mesmo assim, manteve uma base fiel através do partido Fuerza Popular. Em 2011, obteve sua primeira derrota em um pleito presidencial. Em seguida, em 2016, foi novamente superada no segundo turno. Novamente, em 2021, viu a vitória escapar por uma margem mínima.

Portanto, a vitória atual representa o ponto de virada esperado após três tentativas frustradas. Sua trajetória reflete, inegavelmente, a força do legado de seu pai. Todavia, Keiko buscou, durante anos, construir uma identidade política própria. Apesar da resistência de parte da população, ela resistiu aos obstáculos. Agora, assume a presidência enfrentando o desafio de pacificar um país profundamente dividido.

Além disso, seu governo precisará lidar com expectativas econômicas urgentes. Igualmente, terá que gerir as instituições democráticas fragilizadas por crises recorrentes. Assim, Keiko Fujimori deixa de ser apenas uma eterna candidata. Finalmente, ela assume a responsabilidade de liderar o destino do Peru nos próximos anos. Resta saber como ela conduzirá essa nova etapa histórica. A estabilidade nacional depende, primordialmente, de suas decisões futuras e da sua capacidade de diálogo.

Fonte: agênciabrasil