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Mauro Vieira participa de reunião extraordinária da Celac para discutir a situação de crise na Venezuela. Saiba mais!

Mauro Vieira participa de reunião da Celac sobre crise na Venezuela

O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, participou de reunião extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) convocada para discutir a situação na Venezuela, após ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos. O encontro, agendado para o início da tarde, ocorreu por meio de videoconferência.

A Celac é um mecanismo intergovernamental de diálogo e acordo político que inclui permanentemente 32 países da América Latina e do Caribe. Funciona ainda como um fórum regional com todos os países da América Latina e do Caribe e aspira ser uma voz singular e estruturada na tomada de decisões políticas e na cooperação em apoio aos programas de integração regional.

Entenda

No sábado (3), registraram diversas explosões em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, capturaram Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, por meio de forças de elite norte-americanas e os levaram para Nova York.

O ataque, portanto, marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia. Além disso, exerce maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

Fonte: agênciabrasil