Mercosul e UE debatem impactos e oportunidades agrícolas
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) intensificou nesta semana os debates estratégicos sobre os impactos e as oportunidades dos acordos agrícolas entre Mercosul e União Europeia (UE) para o produtor rural. As discussões setoriais avaliam detalhadamente as perspectivas reais de ampliação de acesso a mercados de alto valor agregado em contraposição às rigorosas exigências regulatórias, sanitárias e ambientais impostas pelo bloco europeu, que exigirão adaptações estruturais e investimentos em rastreabilidade nas cadeias de exportação brasileiras.
No âmbito regulatório interno, a complexidade das normativas ambientais também exige articulação do setor produtivo. A CNA avaliou de forma positiva a prorrogação oficial dos debates governamentais sobre o novo marco regulatório de espécies exóticas invasoras. A extensão do prazo permite aprofundar as análises técnicas sobre os impactos econômicos diretos de possíveis restrições em setores produtivos sensíveis. A medida é considerada vital para garantir a segurança jurídica da aquicultura brasileira. Ademais, essa atividade depende fundamentalmente de espécies não nativas consolidadas.
Além disso, o setor utiliza exemplos como a tilápia para sustentar sua viabilidade comercial e expansão. Por conseguinte, em alinhamento com a necessidade de estruturação institucional do setor, o Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, apresentou novas diretrizes.
Ações governamentais visam fortalecer a cadeia produtiva local
Posteriormente, o gestor divulgou políticas públicas voltadas exclusivamente para o desenvolvimento da atividade no estado da Bahia. Igualmente, as ações governamentais visam fortalecer a cadeia produtiva local. Por outro lado, o plano busca mitigar gargalos históricos de licenciamento ambiental. Além disso, pretende incentivar o crescimento sustentável da produção aquícola na região Nordeste. Por fim, o território possui vasto potencial hídrico e climático ainda subutilizado pela indústria de pescados.
A competitividade de longo prazo de todas essas cadeias, no entanto, esbarra invariavelmente no desafio crônico da infraestrutura nacional. Os valores dos fretes agrícolas registraram uma queda recente nas principais praças produtoras de grãos do país, conforme o levantamento oficial divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar desse recuo pontual, que traz um alívio momentâneo para as operações de escoamento, os custos logísticos mantêm uma clara e firme tendência de alta quando comparados ao mesmo período do ano anterior, consolidando um piso estruturalmente mais elevado para a formação de preços e pressionando a rentabilidade da porteira para fora.
Fonte: Agrimídia


