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A Meta lançou o Muse Glimmer, novo modelo de inteligência artificial voltada a tarefas executadas diretamente em computadores pessoais Imagem: jackpress/Shutterstock

Meta lança IA que pode rodar no PC com uma única placa gráfica

Meta lançou novo modelo de inteligência artificial

A Meta lançou o Muse Glimmer, novo modelo de inteligência artificial de pesos abertos voltado a tarefas executadas diretamente em computadores pessoais. A novidade veio acompanhada de uma defesa de Mark Zuckerberg por menos restrições nos EUA para esse tipo de tecnologia.

Segundo a Reuters, a estratégia também mira o avanço de empresas chinesas no segmento. A ideia é ampliar o acesso à IA e fortalecer a posição americana nessa disputa.

IA direto no computador

Menor que os principais modelos de empresas concorrentes, o Muse Glimmer foi projetado para executar tarefas de agentes em um Mac ou PC com apenas uma placa gráfica.

A proposta é fazer a IA funcionar no próprio dispositivo, sem depender exclusivamente de grandes estruturas de computação. Zuckerberg ainda antecipou que modelos maiores estão a caminho.

“Temos modelos ainda maiores que estão chegando em breve”, afirmou Mark Zuckerberg, CEO da Meta.

A declaração foi publicada em um vídeo que acompanhou o ensaio de 14 páginas “O futuro é para todos”. No texto, o executivo defendeu uma distribuição mais ampla da inteligência artificial e criticou a ideia de concentrar seu desenvolvimento nas mãos de poucas empresas.

Por que os pesos abertos ganharam força?

Modelos de pesos abertos costumam ser mais baratos que os principais sistemas da OpenAI e da Anthropic. Ademais, seus componentes centrais também podem ser acessados publicamente. Por fim, eles podem ser personalizados, ao contrário dos modelos fechados.

Entre os exemplos de modelos abertos estão:

  • Kimi K3, da Moonshot;
  • Qwen3.8-Max, da Alibaba;
  • V4-Flash, da DeepSeek.

O interesse por essa tecnologia ocorre em meio a incidentes de cibersegurança envolvendo modelos de Anthropic, OpenAI e Meta. Ademais, a Hugging Face, plataforma de colaboração para programação, foi atacada por um modelo da OpenAI. Por fim, a empresa recorreu a um modelo chinês de pesos abertos para se defender.

Enquanto startups chinesas avançam, os principais modelos de OpenAI, Anthropic e Google continuam fechados.

Meta prepara novos modelos e muda estratégia

A Meta planeja liberar os pesos do Muse Spark 1.2, considerado seu modelo mais avançado. Ademais, a empresa também anunciou um fundo de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,08 bilhões. Por fim, esse montante tem o objetivo de apoiar comunidades afetadas pela expansão de data centers.

A companhia prevê gastar até US$ 145 bilhões, aproximadamente R$ 736 bilhões, em infraestrutura de IA neste ano. Ao mesmo tempo, cresce a oposição local à construção dessas estruturas nos EUA.

Zuckerberg defendeu ainda mudanças nas políticas americanas sobre uso de dados e destilação, técnica que usa resultados de um sistema mais poderoso para treinar um modelo menor.

“Os laboratórios estrangeiros atualmente têm várias vantagens aqui, pois os laboratórios americanos precisam cumprir muitas restrições adicionais sobre dados de treinamento”, afirmou.

A Meta também pretende criar uma estrutura de governança que permita aos diretores independentes aprovar critérios de segurança antes do lançamento de modelos. Para Zuckerberg, reduzir essas barreiras é importante para que os sistemas americanos de pesos abertos avancem.

Fonte: olhardigital