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Novo estudo reforça teoria da origem da vida na Terra, confirmando que microrganismos podem sobreviver ao impacto de um asteroide Foto: Reprodução

Novo estudo reforça teoria da origem da vida na Terra

Novo estudo reforça teoria da origem da vida na Terra

Estudo publicado (3) pela PNAS Nexus reforça a teoria da origem da vida na Terra. A PNAS Nexus é uma das revistas científicas mais consolidadas do mundo e seu estudo apontou que a bactéria Deinococcus radiodurans sobreviveria a um impacto de um asteroide em um planeta. A experiência reforça a teoria da litopanspermia, a qual declara que a origem da vida na Terra ocorreu após meteoritos transportarem microrganismos até nosso planeta.

No experimento, o extremófilo (um organismo conhecido pela grande resistência a condições extremas) foi submetido à pressão de um impacto de asteroide e sobreviveu. A pesquisa liderada por Lily Zhao, Ph.D. em Engenharia Mecânica na Universidade Johns Hopkins, deu um passo importante no estudo da vida na Terra e no espaço.

Para quem tem pressa:

  • Um novo estudo confirmou que microrganismos podem sobreviver ao impacto de um asteroide;
  • Submetidos a condições 10 vezes mais inóspitas do que as condições mais extremas na Terra, a bactéria Deinococcus radiodurans apresentou características que se relacionam a uma possível vida em Marte;
  • O experimento reforçou a teoria da litopanspermia, que defende que a vida na Terra pode ter chegado por meio de meteoritos e fragmentos vindos de outras partes do universo.

Experimento e expectativa

Visando simular condições extremas, o estudo preparou experimento inovador. Assim, colocou as bactérias em uma placa de ferro cuidadosamente. Além disso, arremessou-as contra outra base a 480 km/h. Em relação à pressão, os cientistas buscaram ambientes 10 vezes mais inóspitos. Ainda mais, superaram os oceanos terrestres mais extremos. Por fim, testaram entre 1 a 3 gigapascais (GPa).

A primeira expectativa era que os microrganismos não sobrevivessem ao impacto que geraria 1,4 GPa, mas 100% das bactérias resistiram. Na segunda colisão, a pressão foi elevada para 2,4 GPa e cerca de 60% das “cobaias” continuaram vivas.

“Nós queríamos ver se a vida poderia sobreviver a impactos em escala planetária, especificamente às altas pressões aplicadas dinamicamente associadas a esses grandes impactos. Então, nós disparamos alguns extremófilos para ver se eles sobreviveriam. Observamos que eles sobreviveram a uma taxa incrivelmente alta… algo que não havia sido observado na literatura científica antes.”

— Lily Zhao, uma das autoras principais do estudo, em entrevista à IFL Science.

Após o impacto a uma pressão de 2,4 GPa, bactérias sobreviventes reagiram rapidamente. Assim, desenvolveram processo de regeneração interno de forma eficiente. Além disso, repararam o que foi danificado com precisão. Por fim, garantiram sua sobrevivência em condições extremas. De acordo com o estudo, essas características podem se relacionar a uma possível vida em Marte.

Esse dado levanta hipóteses não apenas sobre a vida no planeta, mas também sobre o que pode ter chegado à Terra em fragmentos encontrados vindos de Marte.

Conclusões e passo importante no estudo espacial

As análises se atentaram apenas ao impacto e ainda não avaliaram outras questões de sobrevivência, porém, o estudo reforçou a teoria da litopanspermia, que defende que a vida na Terra pode ter chegado por meio de meteoritos e fragmentos vindos de outras partes do universo.

“Em todos os casos, encontramos organismos que sobreviveram. É realmente impressionante como a natureza se adaptou a essas condições. Isso nos mostra que a vida é muito mais resistente do que pensávamos,” adicionou K.T. Ramesh, um dos autores do estudo, também em entrevista à IFL Science.

Fonte: olhardigital