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Petrobras pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil. A companhia diz que é possível reduzir a inflação global Foto: Ag. Brasil

Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

Petrobras pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil

A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia.

“Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, disse a estatal, em nota encaminhada à Agência Brasil.

A Petrobras acrescentou que é possível reduzir os efeitos da inflação global em decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.

“O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, diz o comunicado.

A Petrobras acrescentou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas que segue comprometida com atuação “responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira”

Alta do petróleo

A guerra no Irã elevou o preço do barril no mercado global. Além disso, o fechamento do Estreito de Ormuz agravou a crise. Por esse estreito trafegam cerca de 25% do petróleo mundial. Assim, o barril chegou a US$ 120 (9).

Porém, após Donald Trump afirmar que a guerra estaria próxima do fim, os preços voltaram a cair. Hoje comercializam o barril Brent abaixo de US$ 100. Ainda assim, segue acima dos cerca de US$ 70, valor médio antes do conflito.

Após o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã ontem. Então, prometeu ataques “vinte vezes mais fortes”. Esses ataques tornariam praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação. Por fim, isso ocorreria caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

Política de preços

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destaca que a capacidade da Petrobras de mitigar, ao menos em parte, os efeito da alta do petróleo é possível porque a companhia abandonou, em 2023, a política de paridade do preço internacional (PPI). Essa política determinava a revenda de acordo com os preços globais.

“A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, disse a especialista.

Apesar dessa margem de manobra, Ticiana acrescentou que a ação da Petrobras tem efeito limitado e temporário, em especial, porque o Brasil ainda é um grande importador de derivados, como gasolina e diesel, além de ter refinarias privatizadas.

“A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.

Fonte: agênciabrasil