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Senado aprova acordo Mercosul-UE. Bloco sul-americano zerará tarifas de 91% dos bens europeus em 15 anos, ampliando comércio bilateral Imagem: Reprodução / Ag. Brasil

Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia

Senado aprova acordo entre Mercosul-UE

O Senado Federal aprovou em votação unânime, o acordo comercial Mercosul-UE. Com o tratado, o bloco sul-americano, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, vai zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens vendidos pelo Mercosul em até 12 anos.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/2026, que ratifica o acordo, ainda precisa ser promulgado pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), ato que concluirá a internalização do pacto comercial pelo Parlamento brasileiro. Esta era a última etapa para a entrada em vigor dos termos do tratado.

Maior zona de livre comércio do mundo

Na prática, o acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional. Os parlamentos de Argentina e Uruguai já haviam aprovado o acordo na semana passada.

Do lado da União Europeia, o Parlamento Europeu pediu, em janeiro, que o Tribunal de Justiça do bloco faça uma avaliação jurídica sobre o acordo. Porém, na última semana, a presidente da Comissão Europeia, Usrula von der Leyen, afirmou que a UE aplicará o acordo de forma provisória a partir de maio, mesmo com a pendência de análise judicial.

O tratado conta com forte apoio de países como Alemanha e Espanha, mas enfrenta resistências principalmente da França, que teme perda de concorrência no setor agropecuário.

O acordo Mercosul-UE abre portas para uma nova era de prosperidade econômica. Acima de tudo, impulsiona investimentos em inovação e sustentabilidade. Assim, empresas brasileiras acessam mercados globais com maior competitividade. Além disso, fortalece cadeias produtivas em setores como tecnologia e agroindústria. Nesse sentido, gera empregos qualificados e reduz desigualdades regionais. Ainda mais, estimula parcerias internacionais que beneficiam toda a América do Sul.

Dessa forma, o Brasil posiciona-se como líder em negociações comerciais. Por outro lado, exige adaptações ambientais rigorosas para superar resistências europeias. Em síntese, o tratado promove crescimento sustentável e diversificação exportadora. Por fim, prepara o país para desafios globais, enquanto consolida laços transatlânticos duradouros.

Fonte: agênciabrasil