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Senhas longas não garantem segurança digital. Essa lógica já não é suficiente para garantir proteção de dados Foto: Getty Images

O mito da senha longa; por que tamanho não é sinônimo de proteção na internet

Senhas longas não garantem segurança digital

Quanto mais longas forem as senhas, maior é a segurança digital. Durante muito tempo, essa foi a premissa dos usuários de internet. Contudo, em um cenário de ataques cada vez mais sofisticados e com o uso crescente de gerenciadores de senhas, essa lógica já não é suficiente para garantir privacidade e proteção de dados.

O tamanho da senha segue sendo um fator relevante, mas isso não funciona isoladamente. A forma como você cria e gerencia a senha é tão importante quanto o tamanho dela. O Cnet destaca que criminosos digitais exploram facilmente combinações longas, porém previsíveis. Eles também atacam senhas usadas em diferentes serviços. Em contrapartida, uma senha mais curta, mas bem gerenciada e única, tende a oferecer uma camada de defesa mais eficaz.

Mais caracteres aleatórios

A força de uma senha, aponta a reportagem, passa pelo conceito de entropia, que mede o quão difícil é adivinhá-la. Quanto mais caracteres tiver, especialmente se esses caracteres forem aleatórios, mais combinações a pessoa mal intencionada que tentar acessar a conta terá que tentar.

Por exemplo, uma senha de 16 caracteres, composta por letras, números e símbolos aleatórios, pode levar séculos para ser quebrada por força bruta. Com o poder computacional atual, isso é inviável. Em comparação, uma senha de oito caracteres pode ser quebrada em horas ou dias. Mesmo complexa, ela cede rapidamente se os atacantes tiverem ferramentas modernas de quebra de senhas.

Como já adiantado, o tamanho não adianta muito. A senha previsível ou usada em várias contas perde eficácia. Uma alternativa, segundo o Cnet, é a frase secreta, uma sequência de palavras não relacionadas como rio-bateria-lua-tapete. As frases secretas são longas e não dependem de substituições previsíveis. Por isso, elas se tornam significativamente mais difíceis de quebrar por força bruta do que senhas curtas e complexas. Além disso, elas são mais fáceis de lembrar.

Gerenciador de senhas

Apesar disso, para os especialistas em segurança, senhas geradas aleatoriamente e armazenadas em um gerenciador de senhas são o padrão ouro, já que combinam comprimento, aleatoriedade e exclusividade.

O ponto negativo é que o usuário passa a confiar em uma única ferramenta para proteger vários logins. Isso torna a segurança da senha mestra, a ativação da autenticação de dois fatores e a manutenção das opções de recuperação atualizadas especialmente importantes.

No fim das contas, não existe uma regra única capaz de resolver todos os problemas. A segurança digital depende de camadas: senhas únicas, bem gerenciadas, autenticação adicional, atenção a tentativas de fraude e, sempre que possível, a adoção de tecnologias que dispensam senhas tradicionais, como chaves de acesso baseadas em biometria ou dispositivos físicos. Quando uma barreira falha, são essas camadas adicionais que impedem que o prejuízo seja maior.

Fonte: Época Negócios