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A Anatel concedeu autorização para a empresa chinesa SpaceSail, que vai operar os satélites não geoestacionários no Brasil - Foto: reprodução/China Central TV

Conheça a SpaceSail, rival da Starlink que vai operar no Brasil

 

A decisão tomada em 12 de fevereiro, permite a companhia operar numa constelação de órbita baixa no território nacional

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu nesta semana, autorização para a empresa chinesa SpaceSail, conhecida em seu país de origem como Qianfan, vai operar os satélites não geoestacionários no Brasil.

A decisão tomada em 12 de fevereiro, permite que a companhia opere uma constelação de órbita baixa no território nacional. Desse modo, estabelerá concorrência direta com a Starlink, serviço da SpaceX ligado ao empresário Elon Musk, atualmente líder do setor.

A licença autoriza inicialmente a operação de até 324 satélites, com validade até julho de 2031. O objetivo, portanto, visa ampliar a oferta de banda larga de alta velocidade em regiões remotas e fortalecer a infraestrutura de conectividade no país.

A empresa terá prazo de até dois anos para iniciar as atividades comerciais e informou à agência reguladora que pretende lançar o serviço no quarto trimestre de 2026. Ou seja, coincidindo com o início das operações de sua constelação em território chinês.

Impacto no mercado brasileiro

  • A entrada de um novo operador tende a alterar a dinâmica de preços e disponibilidade de serviços de internet via satélite no Brasil;
  • Hoje, a Starlink domina esse nicho e reúne cerca de um milhão de consumidores. Sendo amplamente utilizada por produtores rurais, comunidades amazônicas e empresas de logística que atuam em áreas sem cobertura de fibra óptica ou redes móveis tradicionais;
  • A expectativa é que o aumento da oferta pressione a redução de custos de instalação de equipamentos e mensalidades;
  • Além do aspecto comercial, a presença de uma segunda grande constelação LEO pode garantir redundância para serviços públicos críticos. Assim, permite alternativas de conexão em caso de falhas técnicas ou instabilidades em uma rede.

A chegada da empresa também ocorre em meio ao estreitamento de relações tecnológicas entre Brasil e China. Memorandos recentes de entendimento envolvendo a Telebras tratam de cooperação em infraestrutura de telecomunicações.

Fonte: olhardigital