Sustentabilidade no agronegócio brasileiro avança
A sustentabilidade no agronegócio brasileiro avança com base técnica, científica e econômica, sustentando um modelo produtivo que combina eficiência e preservação ambiental.
Sistemas integrados, manejo regenerativo do solo, uso de insumos biológicos e práticas de conservação mostram que é possível ampliar a produção de alimentos. Além disso, essas ações reduzem os impactos ambientais ao mesmo tempo.
Nesse contexto, especialistas afirmam que o Brasil exerce papel estratégico na segurança alimentar global. Isso porque o país abastece, direta e indiretamente, centenas de milhões de pessoas em várias regiões do planeta. A combinação entre escala produtiva e diversidade de sistemas agropecuários coloca o país entre os principais fornecedores mundiais de alimentos e proteínas.
Apesar dos avanços, ainda há distanciamento entre a realidade do campo e a percepção da sociedade. Além disso, a predominância urbana no país contribui para visões simplificadas sobre a produção agropecuária. Dessa forma, reforça-se a necessidade de ampliar a comunicação e a transparência sobre o funcionamento das cadeias produtivas.
Rentabilidade do produtor é elemento central
Nesse sentido, a sustentabilidade no setor depende do equilíbrio entre seus pilares econômico, ambiental e social. Por isso, a rentabilidade do produtor é elemento central para garantir investimentos contínuos em tecnologia e conservação. Assim, fortalecem-se o desenvolvimento regional e a permanência de práticas sustentáveis no campo.
Ademais, os sistemas integrados de produção, como a integração lavoura-pecuária-floresta, avançam no país. Eles contribuem, portanto, para a recuperação de áreas degradadas e para o aumento da produtividade. Além disso, promovem a captura de carbono. O modelo permite múltiplos ciclos produtivos na mesma área e aproveita as condições climáticas favoráveis do território brasileiro. Desse modo, amplia a eficiência no uso da terra.
A agricultura regenerativa também ganha espaço, impulsionada por práticas como plantio direto, uso de microrganismos, insumos biológicos e manejo adequado do solo. Essas estratégias reduzem custos, diminuem a dependência de insumos externos e contribuem para a mitigação de emissões, fortalecendo a competitividade do setor.
O avanço das exigências ambientais no mercado internacional transforma a sustentabilidade em fator determinante de acesso a mercados e geração de valor. Produzir com responsabilidade ambiental passa a ser requisito comercial e diferencial competitivo para exportações brasileiras.
Especialistas destacam ainda a importância de acelerar a difusão tecnológica e ampliar o acesso à informação, sobretudo entre pequenos e médios produtores. A aproximação entre campo e cidade e a disseminação de conhecimento técnico são vistas como fundamentais para consolidar um modelo produtivo sustentável e reconhecido globalmente.
Fonte: feed&food



