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Tecnologia finlandesa amplia operações no agronegócio. A evolução das máquinas acompanha a transformação da agricultura brasileira Foto: Nilson Konrad/Divulgação Valtra

Tratores com tecnologia finlandesa reforçam modernização do agronegócio brasileiro

Tecnologia finlandesa amplia operações no agronegócio

A fabricante de tratores Valtra aposta na tecnologia finlandesa para ampliar a eficiência das operações no agronegócio nacional.

Segundo o diretor comercial da empresa, Cláudio Esteves, a evolução das máquinas acompanha a própria transformação da agricultura brasileira, considerada uma das mais competitivas do mundo. “A agricultura brasileira é pujante e demanda muita tecnologia. O Brasil é visto por muitos como o celeiro do mundo. Além disso, a Valtra se coloca ao lado do produtor para entender essas demandas”.

Dessa forma, a empresa busca ajudá‑lo a produzir mais, com menor custo. Em seu depoimento, Claudio Esteves afirmou isso em entrevista à Gazeta do Povo. A fala foi feita durante um test drive em Londrina (PR). Na ocasião, a marca apresentou os lançamentos previstos para as feiras agropecuárias. Esses lançamentos foram mostrados no primeiro semestre deste ano. Assim, a Valtra reforça sua parceria com o produtor rural brasileiro.

De acordo com ele, os novos equipamentos de tecnologia finlandesa incorporam soluções voltadas principalmente à eficiência energética e ao aumento da produtividade no agronegócio. Entre os avanços estão sistemas de agricultura de precisão e piloto automático com mapeamento do campo por satélite.

Dentro da cabine, o operador tem acesso a informações em tempo real sobre o funcionamento do trator e sobre a atividade no campo, como consumo de combustível, desempenho da operação e dados sobre o plantio. “O operador tem todas as informações importantes em telas ao alcance da mão. Isso inclui consumo, dados da operação e quantidade de sementes por segundo”, explicou Esteves.

Conforme informação da empresa, os tratores de entrada para a agricultura familiar custam R$ 200 mil em média, com potência de aproximadamente 80 cv. Para os grandes produtores, a série S possui tratores que custam cerca de R$ 2 milhões, com potência de 345 cv a 425 cv.

Feiras agrícolas impulsionam lançamentos de tratores

A estratégia de divulgação dos novos equipamentos passa principalmente pelas feiras agrícolas, consideradas pela empresa um dos principais pontos de contato com produtores rurais. A fabricante apresentou ao mercado brasileiro a nova linha de tratores de média potência da série A5 e A5 Hitech, quinta geração da tradicional linha da marca, com mudanças no design, melhorias no desempenho do motor e novos recursos de agricultura de precisão.

Os equipamentos foram apresentados na Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque (RS). Visualmente, os tratores passam a adotar um capô redesenhado e linhas mais modernas, alinhadas ao padrão internacional da empresa, mantendo a tradicional cor amarela.

No campo da engenharia, a série A5 passa a utilizar a nova geração de motores AGCO Power, com potências que variam de 105 a 145 cavalos. “A série A5 representa uma virada de chave para o segmento de média potência. Conseguimos integrar um visual moderno a uma engenharia de motor que entrega exatamente o que o produtor busca hoje, que é força e desempenho com o menor custo operacional”, afirma Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da Valtra.

Trator de ponta recebe prêmio internacional de design 

Lançado na edição 2025 da Agrishow, feira de Ribeirão Preto (SP), o modelo S6, produzido na Finlândia, recebeu o prêmio internacional de design Red Dot Design Award, considerado um dos mais importantes da categoria. “O prêmio celebra a melhor relação entre o homem e a máquina. Apenas três marcas de automotores ganharam esse prêmio, entre elas o trator Valtra S6”, disse Cláudio Esteves.

Com origem na antiga estatal finlandesa Valmet, a Valtra mantém seu principal centro de desenvolvimento tecnológico em Suolahti. Além disso, esse centro está localizado na Finlândia, na cidade de Suolahti.

Dessa forma, parte dos tratores vendidos no Brasil tem produção diretamente na planta europeia. Assim, a empresa preserva transferência de tecnologia entre a Finlândia e o mercado brasileiro.

A empresa chegou ao país no início da década de 1960. Portanto, foi uma das primeiras fábricas de tratores instaladas no Brasil.

Apesar da origem europeia, Esteves afirma que a empresa faz adaptações para atender às condições do agronegócio brasileiro. “Fazemos a tropicalização desses produtos no Brasil”, explica.

Além disso, afirma que nossa agricultura exige um trabalho mais robusto. Também ressalta que nosso clima impõe condições ainda mais desafiadoras. Dessa forma, essas exigências superam as normas europeias tradicionais. Assim, ficam evidentes as diferenças entre as realidades agrícolas brasileira e europeia. Isso explica a necessidade de adaptações específicas para o território brasileiro.

Os modelos vindos da Finlândia têm destino principalmente a grandes operações agrícolas. Dessa forma, atendem à produção de grãos, cana‑de‑açúcar e algodão.

Fonte: gazetadopovo