De acordo com Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma de Chat Commerce com Inteligência Artificial, o atendimento virou parte estratégica do funil de vendas
O e-commerce entra em 2026 sob uma nova lógica de competitividade. Se, nos últimos anos, preço e sortimento lideravam as decisões de compra, agora são atendimento instantâneo, reputação da marca e capacidade de conversão em tempo real que determinam quem cresce e quem perde espaço no varejo digital. Em um ambiente cada vez mais fragmentado entre marketplaces, WhatsApp, redes sociais e lojas virtuais, a experiência conversacional passa a ocupar o centro da estratégia.
De acordo com Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma de Chat Commerce com Inteligência Artificial, o atendimento virou parte estratégica do funil de vendas. A lógica, segundo ele, é simples: quem responde primeiro, vende.
“O cliente escolhe o melhor canal para comprar, aquele que é mais conveniente, que proporciona a melhor experiência, combinando preço, entrega e comodidade. E, nesse cenário, velocidade, contexto e relacionamento são decisivos”, afirma o executivo.
A partir da análise do comportamento de consumo, da operação de centenas de e-commerces e da evolução do uso de Inteligência Artificial no varejo digital, Tiago Vailati mapeou quatro tendências que devem moldar o setor em 2026.
Atendimento instantâneo deixa de ser diferencial e vira requisito básico
Em 2026, a espera tende a ser sinônimo de abandono. O consumidor multicanal — que transita entre WhatsApp, marketplaces e redes sociais — espera respostas em segundos, não em minutos. Operações que não funcionam de forma contínua, 24 horas por dia, tendem a perder vendas sem perceber.
Chat Commerce se consolida como motor de conversão
A jornada de compra deixa de ser linear e passa a ser conversacional. Em vez de navegar sozinho pelo site, o consumidor compra conversando, seja com vendedores humanos, seja com agentes de IA treinados para vender, tirar dúvidas e orientar decisões.
Reputação construída em tempo real
Avaliações, mensagens privadas, comentários em redes sociais e conversas em marketplaces passam a pesar tanto quanto anúncios e campanhas institucionais. Cada interação se torna um ponto de contato capaz de construir — ou comprometer — a reputação da marca.
Inteligência Artificial evolui de automação para inteligência de vendas
Em 2026, entretanto, a IA deixa de atuar apenas como suporte operacional e passa a ser inteligência aplicada à conversão. Agentes inteligentes, portanto, assumem funções como priorização de atendimentos, identificação de intenção de compra. Bem como, a recomendação de produtos, recuperação de carrinho abandonado e ações de pós-venda.
Assim, a diferença estará menos na presença da tecnologia e mais na forma como o treinamento integra à jornada completa do consumidor. Operações que utilizam IA apenas de forma reativa tendem a perder eficiência frente a modelos mais inteligentes e proativos.
Para a Loopia, o e-commerce de 2026 será definido menos por tecnologias isoladas e mais pela capacidade de transformar conversas em vendas, com inteligência, velocidade e contexto.
“O atendimento deixa de ser custo e passa a ser ativo estratégico. Quem entende isso agora, chega ainda mais preparado em 2026”, conclui Tiago Vailati.
Fonte: adnews


