Na próxima edição do South Summit Brazil, que acontece entre os próximos dias 25 e 27, em Porto Alegre, o setor terá, pela primeira vez, uma trilha exclusiva de debates
A inovação no agronegócio, que marcou presença em debates e tecnologias na 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, também terá espaço garantido no maior encontro de tecnologia e empreendedorismo da América Latina. Na próxima edição do South Summit Brazil, que será realizada entre os próximos dias 25 e 27, em Porto Alegre, o setor terá, pela primeira vez, a a Trilha Agro para debates.
A Trilha Agro ocorrerá no primeiro dia de evento e reunirá especialistas, startups, empresas e investidores para discutir como tecnologia, capital e ciência. Dessa maneira, visa transformar a produção de alimentos e energia. A curadoria é de Donário Lopes de Almeida, que defende que a presença do setor no evento é quase uma “consequência natural” da relevância econômica do setor. Conforme levantamento do governo do Estado, o agronegócio representa, hoje, 40% do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho.
“Como o South Summit tem essa pretensão de conectar tecnologia, inovação, financiamento e desenvolvimento, faz todo sentido olhar para o agro. O Estado é essencialmente agropecuário, então o tema precisava estar dentro dessa conversa”, afirma Lopes.
A ideia da trilha é funcionar, literalmente, como um caminho dentro da programação do evento. Serão cinco painéis que abordarão diferentes dimensões da transformação que já está em curso no campo, da biotecnologia até crédito rural.
Cinco temas para entender o agro do futuro
O primeiro deles aborda insumos e biotecnologia, com foco em sementes, defensivos e soluções biológicas mais inteligentes. É um campo onde bilhões de dólares são investidos em pesquisa para elevar produtividade e reduzir impactos ambientais.
“Às vezes se diz que o produtor rural trabalha apenas com commodities. Mas a semente não é commodity. Há cientistas do mundo inteiro desenvolvendo tecnologia ali”, defende Almeida.
O segundo eixo será a bioenergia, tema que conecta o agro à transição energética global. A produção de etanol, biodiesel e biomassa, portanto, coloca o campo no centro das discussões sobre descarbonização e novas matrizes energéticas.
O terceiro painel tratará da robotização e da evolução das máquinas agrícolas, um processo que já altera a dinâmica da produção nas lavouras. Sensores, automação e equipamentos inteligentes ampliam eficiência e reduzem custos operacionais.
Na sequência, o debate se volta à transformação digital da gestão rural. Com a expansão de plataformas de dados, monitoramento remoto e inteligência artificial, o produtor passa a tomar decisões cada vez mais baseadas em informação integrada.
Por fim, a trilha chega a um tema sensível para o setor: financiamento e crédito. Em meio às discussões sobre endividamento rural, acesso a recursos e novos modelos de financiamento, tecnologias financeiras e análise de dados surgem como ferramentas para tornar o crédito mais ágil e eficiente.
Fonte: gzh



