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TSE apresenta sistema de votação brasileiro em encontro com diplomatas nesta segunda-feira (17). Objetivo é demonstrar transparência Foto: Rafa Neddermeyer/EBC

TSE recebe embaixadores para defender urna eletrônica

TSE apresenta sistema de votação brasileiro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta segunda-feira (17) um encontro com mais de 100 diplomatas para apresentar o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro e seus mecanismos de segurança e transparência.

A Sessão Informativa para Embaixadas será conduzida pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, que deverá apresentar o passo a passo da votação por meio da urna eletrônica. Em ocasiões anteriores, o magistrado classificou a urna eletrônica de “patrimônio do povo brasileiro”.

Todos os chefes de embaixadas instaladas em Brasília foram convidados para a reunião, que será fechada e está marcada para as 14h.

“O objetivo é ambientar os representantes estrangeiros quanto às tecnologias e à arquitetura de segurança do processo de votação nacional”, informou o TSE.

Combate às deepfakes

Nunes Marques deverá ainda detalhar os planos de contingência para enfrentar o uso de deepfakes – mídias geradas por inteligência artificial que substituem rostos ou clonam vozes em vídeos e áudios com alta fidelidade – nas campanhas eleitorais e o disparo em massa de desinformação estruturada, segundo a Justiça Eleitoral.

Mais de 100 diplomatas confirmaram presença. Reuniões com representantes dos corpos diplomáticos com sede em Brasília têm sido realizadas desde junho, como uma estratégia para demonstrar a idoneidade do processo eleitoral brasileiro.

Desde o início deste mês, por exemplo, o governo realizou encontros com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), da União Europeia (UE), dos Estados Unidos e de Cuba.

Outro assunto que as autoridades vão tratar com os embaixadores são as missões de Observação Internacional. Ademais, trata-se de equipes estrangeiras que devem acompanhar a eleição de outubro no Brasil. Por conseguinte, o objetivo principal é produzir relatórios independentes sobre a integridade do processo eleitoral.

Por outro lado, para 2026, cinco instituições internacionais já confirmaram o envio de observadores oficiais. Além disso, entre elas estão a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia. Assim, a lista inclui também o Parlamento do Mercosul (Parlasul) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).

Portanto, destacam-se ainda a Liga dos Estados Árabes. Por fim, participa também a Rede dos Órgãos Jurisdicionais de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP). Na eleição presidencial anterior, em 2022, 13 missões internacionais acompanharam o sufrágio no Brasil.

Fonte: agênciabrasil