Em números absolutos, o setor acrescentou 6.235 postos de trabalho de um mês para o outro
O agronegócio de Mato Grosso (MT), encerrou junho com 447.109 postos de trabalho, crescimento de 1,41% em relação a maio, quando o setor contabilizava 440.874 empregos. Os dados constam no Boletim Mensal de Conjuntura Econômica do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado em 10 de agosto.
Em números absolutos, o setor acrescentou 6.235 postos de trabalho de um mês para o outro. O desempenho ficou acima do observado no mercado de trabalho mato-grossense como um todo. O estado passou de 1.184.808 empregos em maio para 1.193.066 em junho, avanço mensal de 0,70%.
O boletim também mostra que o cenário econômico estadual apresentou sinais distintos entre atividade interna e comércio exterior. Enquanto o emprego avançou, as exportações de Mato Grosso recuaram 9,66% em julho, passando de US$ 3,40 bilhões em junho para US$ 3,07 bilhões no mês seguinte.
As importações também diminuíram, mas em ritmo menor. O Estado importou US$ 298,16 milhões em julho, contra US$ 306,04 milhões em junho, retração de 2,57%. Com esse movimento, o saldo da balança comercial mato-grossense ficou em US$ 2,77 bilhões, queda de 10,36% na comparação mensal. Em junho, o saldo havia sido de US$ 3,09 bilhões.
Cesta básica de Cuiabá
Outro indicador regional acompanhado pelo Imea foi a cesta básica de Cuiabá. Em julho, o custo caiu 6,14% e chegou a R$ 886,75. No mês anterior, o valor era de R$ 944,73. Segundo o instituto, a redução foi decorrente principalmente da forte retração nos preços da batata e do tomate.
O comportamento dos preços na capital ocorre em meio a um ambiente nacional de inflação mais moderada. O IPCA-15 ficou em 0,06% em julho, desacelerando 0,35 ponto percentual em relação a junho. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,52%.
No câmbio, o dólar Ptax teve média de R$ 5,11 em julho, com queda de 0,27% no mês. O Imea atribui o movimento aos dados econômicos dos Estados Unidos e do Brasil, que favoreceram o desempenho do real.
O boletim destaca ainda a redução da taxa Selic para 14% ao ano em agosto, após corte de 0,25 ponto percentual pelo Comitê de Política Monetária. Foi a quarta redução consecutiva em 2026. Segundo o instituto, apesar da melhora das perspectivas para a inflação no médio prazo, a política monetária continua em patamar restritivo.
Crescimento dos postos no agronegócio
Para Mato Grosso, o conjunto de indicadores revela um mês de avanços no emprego, queda no custo da cesta básica em Cuiabá e enfraquecimento do comércio exterior. Aliás, o crescimento dos postos no agronegócio foi o destaque positivo do levantamento. Enquanto a retração das exportações e do saldo comercial indica perda de ritmo nas transações externas do Estado.
No cenário do agronegócio brasileiro, o boletim registra retração de 2,01% do Produto Interno Bruto do setor no primeiro trimestre de 2026. A estimativa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), aponta PIB de R$ 3,13 trilhões para o agronegócio em 2026, equivalente a 22,80% do PIB nacional esperado.
O ramo agrícola foi o principal responsável pelo resultado negativo, com retração de 3,62%, enquanto o ramo pecuário avançou 0,70%. Entre os segmentos, o primário caiu 4,15%, os insumos recuaram 2,15%, os agrosserviços diminuíram 1,25% e a agroindústria apresentou queda de 1,03%. Conforme o levantamento, a redução dos preços reais de importantes produtos agropecuários em relação ao mesmo período de 2025 pesou sobre o desempenho.
Fonte: estadaomt




