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O Brasil perdeu para a Noruega por 2 a 1, nas oitavas de final, hoje, em Nova Jersey, e está eliminado da Copa do Mundo 2026 - Foto: veci-verejne

Brasil é eliminado pela Noruega e amarga maior jejum em Copas

O Brasil tem muito a lamentar pelas próprias falhas

O sonho do hexa não vai se concretizar mais uma vez para a seleção brasileira. O Brasil perdeu para a Noruega por 2 a 1, nas oitavas de final, hoje, em Nova Jersey, e está eliminado da Copa do Mundo 2026.

O algoz brasileiro foi Erling Haaland, que fez os dois gols do jogo. Primeiro, levando a melhor pelo alto no duelo individual com o zagueiro Gabriel Magalhães. Em seguida, acertando um chute de fora da área que morreu no canto de Alisson.

Neymar chegou a diminuir, de pênalti, já nos acréscimos, mas foi tarde demais.

O Brasil tem muito a lamentar pelas próprias falhas. Bruno Guimarães perdeu um pênalti no primeiro tempo, algo que foi crucial para o desfecho do confronto. Além disso, Endrick teve uma chance claríssima já no segundo tempo. Tudo isso colaborou para mais um desfecho negativo para o Brasil em Copas.

O jejum de 24 anos sem títulos da Copa, tal qual no intervalo entre o tri de 1970 e o tetra de 1994, agora vai saltar para pelo menos 28 anos, até a Copa de 2030. Sendo assim, trata-se do maior jejum do Brasil desde que se tornou campeão do mundo.

Pior campanha desde 1990

Em 2026, o Brasil teve a pior campanha desde 1990, quando perdeu para a Argentina também nas oitavas de final.

Como se não bastasse, o Brasil repete o drama de perder para uma seleção europeia no mata-mata do Mundial. A questão é que agora não chegou nem a ser nas quartas, como nas duas edições anteriores, diante de Bélgica, Croácia. Nas oitavas, a remada viking norueguesa prevaleceu.

O Brasil não conseguiu afastar um outro fantasma, que é nunca ter vencido a Noruega. Agora, acrescentou mais um jogo de frustração à estatística.

A Noruega vai encarar quem passar de México x Inglaterra, que se enfrentam ainda hoje. O duelo da próxima fase, as quartas de final, será sábado, às 18h (de Brasília).

Como tem contrato com a CBF até a Copa 2030, Carlo Ancelotti vai iniciar o próximo ciclo de preparação. Os próximos jogos do Brasil serão em setembro, na primeira data Fifa pós-Copa, contra Austrália, nos dias 25 e 29.

Gol anulado e pênalti perdido

O Brasil começou o jogo de um jeito esquisito, sem conseguir colocar a bola no chão para sair jogando.

A Noruega tratou logo de mostrar que poderia ser traiçoeira. Um avanço em velocidade, passe na direita, bola rasteira para a área e gol de Berge.

Sorte do Brasil que Sorloth estava impedido na jogada, e o gol foi corretamente anulado. Um susto e tanto ainda aos 2’40 de jogo.

A seleção norueguesa tinha mais a bola no pé. O time de Ancelotti baixou as linhas e nitidamente estava apostando em escapadas com velocidade.

Na primeira jogada que encaixou, Matheus Cunha foi derrubado por Ajer na área. Inicialmente, o árbitro Ismail Elfath ignorou. Mas o VAR chamou, e o pênalti foi marcado.

Aos 13 minutos, Bruno Guimarães tinha a marca na cal. A cobrança, no entanto, foi mal feita. Passadinhas curtas, uma paradinha e um chute telegrafado, à meia altura, sem tanta força. O goleiro Nyland defendeu.

O Brasil não perdia um pênalti em Copa do Mundo, durante o tempo regulamentar, desde Zico, em 1986, contra a França.

Bruno Guimarães não está entre os batedores corriqueiros do Brasil. Com Paquetá machucado e Neymar no banco, Vini Jr. até segurou a bola, mas entregou para o camisa 8 a cobrança.

Equilíbrio

A estratégia da vez do Ancelottismo foi concentrar o time à frente da área e também tentar encurtar espaço para jogadas mano a mano entre Gabriel Magalhães e Haaland.

Em uma dessas trombadas, a bola sobrou para Odegaard na entrada da área. Alisson fez defesa importante na reta final do primeiro tempo.

Antes disso, o Brasil até tinha conseguido algumas subidas ao ataque. A principal chance, fora o pênalti perdido, veio com Vini Jr. Ele foi para 1 x 1, ganhou da marcação e bateu de canhota. Nyland defendeu.

Noruega muda as pontas

Enquanto o Brasil veio sem alterações, em termos de nomes, para o início do segundo tempo, a Noruega tratou de mexer nas pontas.

Na direita, saiu o grandalhão Sorloth (1,95m, 94kg) para entrada de Oscar Bobb. Menor (1,74m, 70kg), mais leve e mais habilidoso. Na esquerda, veio Schjelderup para o lugar de Nusa — o “Neymar norueguês” (sic) pouco fez.

Haaland apareceu e decidiu

A Noruega estava ensaiando um jeito de achar Haaland. E isso aconteceu com efetividade aos 34 minutos do segundo tempo. A bola cruzada por Schejderup da esquerda achou a cabeça do camisa 9. Então, ganhou no corpo de Gabriel Magalhães, e fez 1 a 0. Letal.

O Brasil partiu para a busca desesperada pelo empate. E as chances apareceram mais uma vez. Ou seja, não foi necessariamente um problema de criar. Em um espaço de um minuto, vieram uma bola na trave após goleiro evitar gol contra e outro chute muito perigoso de Casemiro na área.

Apesar dos últimos espasmos, o Brasil não conseguiu empatar e nem evitar a eliminação. Ao contrário: Haaland resolveu mais uma vez. Assim, acertou um chute de fora da área e sacramentou a vitória da Noruega.

O Brasil chegou a diminuir de pênalti, com Neymar, já aos 55 minutos do segundo tempo. Mas foi tarde demais.

Fonte: uol