Empresa americana anunciou produção de tecidos de rim e fígado
Uma empresa de biotecnologia americana anunciou a produção inédita de tecidos de rim e fígado na Estação Espacial Internacional. O experimento foi conduzido em junho com uma bioimpressora orbital e representa um novo passo para a fabricação de estruturas biológicas em ambiente de microgravidade.
Além dos tecidos renais e hepáticos, a missão também resultou na produção de cartilagem e de implantes destinados ao reparo de nervos, todos desenvolvidos durante a mesma operação espacial. Após a conclusão dos testes, os materiais retornaram à Terra a bordo de uma cápsula de carga.
A iniciativa reuniu a Auxilium Biotechnologies e o Wake Forest Institute for Regenerative Medicine. As organizações afirmam que os resultados reforçam o potencial da manufatura espacial para aplicações futuras na medicina regenerativa e na produção de dispositivos médicos.
Os testes foram realizados na Estação Espacial Internacional com a bioimpressora AMP-1, desenvolvida pela Auxilium Biotechnologies. Para a fabricação dos tecidos biológicos, o equipamento utilizou projetos celulares elaborados pelo Wake Forest Institute for Regenerative Medicine.
A equipe conseguiu produzir tecidos de rim, fígado e cartilagem
Durante a missão, a equipe conseguiu produzir tecidos de rim, fígado e cartilagem, além de confeccionar 28 implantes voltados ao reparo de nervos. Após a conclusão das atividades em órbita, a cápsula Dragon, da SpaceX, transportou todo o material de volta ao planeta e pousou no Oceano Pacífico em 17 de junho.
Conforme Jacob Koffler, diretor-executivo da Auxilium Biotechnologies, a missão demonstrou a capacidade da tecnologia de produzir diferentes tipos de tecidos e produtos médicos em uma mesma operação. “A capacidade de produzir diferentes tipos de tecidos ao lado de produtos médicos com relevância clínica evidencia tanto a versatilidade quanto a escalabilidade da nossa tecnologia“, afirmou o executivo em comunicado divulgado pela empresa.
Anthony Atala, diretor do Wake Forest Institute for Regenerative Medicine, avaliou que o sucesso da bioimpressão de tecidos renais e hepáticos em órbita representa um avanço para a medicina regenerativa. Segundo ele, a distribuição uniforme das células observada no ambiente espacial amplia as perspectivas para a fabricação de tecidos e dispositivos médicos fora da Terra.
O equipamento fabricou diferentes categorias de tecidos biológicos
Embora pesquisadores já tenham realizado experiências de bioimpressão anteriormente na Estação Espacial Internacional, a própria Auxilium destaca que seu equipamento fabricou, pela primeira vez em uma única missão, diferentes categorias de tecidos biológicos e produtos médicos. A empresa também afirma que esta foi a primeira produção espacial de tecidos de rim e fígado.
Na avaliação de Isac Lazarovits, vice-presidente da Auxilium Biotechnologies, o projeto representa, primeiramente, um marco para a evolução da manufatura biológica em órbita.
“Esta missão representa, aliás, um avanço empolgante para a biomanufatura no espaço”, afirmou o executivo. Demonstra, ademais, o que pode ser alcançado quando aliamos tecnologia inovadora à colaboração.
Em outra manifestação, acrescentou, por conseguinte, que produzir produtos em volumes relevantes durante uma única missão é crucial. Aproxima a empresa, desse modo, do objetivo principal.
Visa-se, enfim, realizar operações rotineiras de fabricação no espaço.
Fonte: olhardigital



