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Edson Fachin revogou nesta quarta-feira (9) a designação do ministro Alexandre de Moraes para conduzir o inquérito (fake news) - Foto: Flickr

Fachin tira Moraes da relatoria do inquérito das fake news

Decisão representa uma mudança relevante na condução do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news

O presidente do STF, Edson Fachin, revogou nesta quarta-feira (9) a designação do ministro Alexandre de Moraes para conduzir o inquérito (fake news), instaurado em 2019 para investigar ameaças, notícias fraudulentas e ataques contra integrantes da Corte.

A medida formalizada pela Portaria nº 189, de 9 de setembro de 2026, ocorreu no âmbito do processo administrativo SEI 12.146/2026. Portanto, tem efeitos apenas a partir desta quarta, preservando os atos regularmente praticados durante o período em que Moraes esteve à frente da investigação.

A decisão representa uma mudança relevante na condução do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news. Aliás, aberto há mais de sete anos e que se tornou uma das principais frentes de investigação conduzidas pelo Supremo.

Fachin paralisou procedimentos relacionados a possíveis investigações contra integrantes do Supremo e convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro, às 10h. Isto é, uma tentativa de interromper a sucessão de decisões conflitantes provocada pelos desdobramentos do caso Banco Master.

As duas decisões assinadas por Fachin mostram que a intervenção é mais ampla do que a situação funcional do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

O presidente do STF afirma existir um quadro de “conflitos e sobreposições processuais” capaz de provocar lesão à ordem pública e à própria integridade do tribunal. Fachin classificou como “grave” a situação criada pela sequência de determinações de ministros da Corte sobre os mesmos fatos.

“É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência.”

O presidente do Supremo ainda determinou que qualquer procedimento envolvendo potencial investigação contra ministros do STF seja previamente encaminhado à Presidência da Corte. Inclusive, suspendeu um procedimento de controle externo instaurado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fonte: congressoemfoco