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A insegurança afeta o comportamento de consumo dos brasileiros, que estão realizando cada vez menos compras presenciais Imagem: iStock

Insegurança leva brasileiros a desistirem de compras presenciais

Insegurança afeta o comportamento de consumo

A insegurança tem impactado diretamente o comportamento de consumo dos brasileiros. Uma pesquisa da Verisure, empresa de alarmes monitorados, mostra que 75% dos entrevistados já desistiram de realizar compras presenciais devido à sensação de insegurança pelo menos uma vez.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registradas 22.937 ocorrências de roubo em estabelecimentos comerciais em 2025, uma redução de 18% em relação a 2024.

Ainda assim, 33,8% dos entrevistados afirmaram sentir uma segurança cada vez menor dentro de estabelecimentos comerciais nos últimos anos. O estudo também investigou os locais considerados mais vulneráveis pelos consumidores e os fatores que contribuem para essa percepção.

Em 2026, bares e lojas de rua aparecem no topo da lista de estabelecimentos comerciais que mais despertam a sensação de insegurança entre os entrevistados.

Enquanto 55,2% dos brasileiros disseram se sentir menos seguros em bares, 55% apontaram as lojas de rua como ambientes de maior vulnerabilidade. Em seguida, aparecem os postos de combustível, citados por 49% dos participantes, os bancos, com 46,4%, e as lojas de conveniência, com 30,8%.

A percepção relatada pelos consumidores também está relacionada a experiências vividas nesses espaços. De acordo com o levantamento, 49,6% dos entrevistados afirmaram já ter presenciado furtos ou roubos em um estabelecimento comercial.

Outros 28% disseram ter sido vítimas diretas desse tipo de ocorrência, enquanto 15,6% relataram episódios relacionados a tentativas de invasão nesses locais.

Falta de vigilância aumenta percepção de risco

Para os entrevistados, a ausência de vigilância é o principal fator que torna um estabelecimento menos seguro. Ou seja, 68,8% dos participantes apontaram a falta de vigilantes e seguranças como um dos principais elementos que contribuem para a percepção de risco.

O histórico de ocorrências no estabelecimento ou na região aparece em seguida, citado por 49,2% dos entrevistados. A grande circulação de pessoas nas proximidades do local foi mencionada por 47,4%.

Os participantes apontaram fatores como pouco controle de entrada e saída, citado por 38,4% deles. Outros entrevistados mencionaram a ausência de soluções de monitoramento, como câmeras, sensores e alarmes, com 37%. Por fim, citaram a iluminação inadequada, mencionada por 32,4%.

Além disso, a presença insuficiente de funcionários completa a lista, com 21,2% das respostas. Por conseguinte, os dados mostram que a percepção de segurança dos consumidores está relacionada tanto às experiências pessoais quanto a elementos visíveis de vigilância e organização dos estabelecimentos.

Por outro lado, a sensação de vulnerabilidade também não se restringe ao interior das lojas. Nesse sentido, segundo a pesquisa, 45,2% dos entrevistados afirmaram se sentir inseguros nos estacionamentos de estabelecimentos comerciais.

O resultado indica que a avaliação dos consumidores sobre segurança envolve toda a experiência de compra, incluindo os espaços utilizados antes da entrada e após a saída dos estabelecimentos.

Fonte: mercadoeconsumo