Surto de Ebola avança com rapidez
O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou profunda preocupação nesta terça-feira (19) com o surto de Ebola que avança com rapidez, à medida que o número de casos aumenta.
Houve pelo menos 500 casos suspeitos e 130 mortes suspeitas por Ebola desde o início do novo surto, afirmou Tedros Adhanom.
Números posteriores elevaram o número de mortes para 131, associadas ao surto no leste da República Democrática do Congo. Houve 516 casos suspeitos e 33 casos confirmados no Congo, conforme um boletim diário publicado pelas autoridades de saúde, e dois casos confirmados na vizinha Uganda.
Tedros disse aos membros da Assembleia Mundial da Saúde reunidos esta semana em Genebra que “os números mudarão à medida que as operações de campo forem ampliadas, incluindo o fortalecimento da vigilância, do rastreamento de contatos e dos testes laboratoriais”.
“Estou profundamente preocupado com a escala e a velocidade da epidemia”, declarou ele.
O diretor anunciou que uma reunião do Comitê de Emergência da OMS está agendada para mais tarde nesta terça-feira (19), a fim de discutir o surto de Ebola.
Um comitê de emergência é composto por especialistas internacionais que fornecem aconselhamento técnico e recomendações ao diretor-geral da OMS.
Diversos fatores têm preocupado a OMS quanto ao potencial de maior disseminação, como os casos em áreas urbanas, incluindo Kampala, Uganda, e Goma, na República Democrática do Congo, bem como na província de Ituri, afetada por conflitos.
Os casos relatados entre profissionais de saúde também indicam transmissão associada à assistência médica, informou Tedros.
A OMS aprovou um financiamento emergencial de US$ 3,9 milhões para apoiar as autoridades nacionais em sua resposta ao surto.
Cenário exige ações imediatas
Diante disso, o cenário exige ações imediatas e coordenadas das lideranças globais para conter o avanço do vírus. Antes de mais nada, o envio de recursos financeiros representa apenas o primeiro passo nessa batalha complexa. Afinal, o sucesso do combate depende diretamente do fortalecimento da segurança nos territórios afetados.
É necessário, portanto, garantir o livre acesso das equipes médicas às populações isoladas. Além disso, os governos locais precisam investir urgentemente em campanhas de conscientização pública sobre os riscos de contágio.
Paralelamente, a proteção rigorosa dos profissionais na linha de frente surge como uma prioridade absoluta. Principalmente, porque a contaminação desses trabalhadores fragiliza ainda mais o sistema de atendimento nos hospitais.
Enfim, a comunidade internacional deve monitorar os desdobramentos com total atenção nas próximas semanas. Definitivamente, a vigilância constante nas fronteiras será o fator decisivo para evitar uma catástrofe humanitária de proporções ainda maiores.
Fonte: CNN




