Valores esquecidos serão transferidos a fundo público
As instituições financeiras devem transferir eletronicamente ao fundo público FGO (Fundo Garantidor de Operações) os recursos financeiros classificados como ‘valores a devolver’, ou seja, os valores esquecidos por correntistas em suas contas.
O prazo para transferência do dinheiro não resgatado foi estipulado em cinco dias úteis a contar da data de publicação da Portaria Normativa nº 1.243/2026, em 5 de maio.
Destinação
Do montante transferido ao FGO, R$ 5 bilhões terão destino à cobertura do risco de inadimplência nas operações de crédito do Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias – Novo Desenrola Brasil, lançado em 4 de maio, para cidadãos endividados.
A iniciativa chamada de Desenrola 2.0 tem o objetivo de renegociar dívidas atrasadas da população que ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105, em 2026).
Valores esquecidos
O Banco Central informou hoje, em seu site, que os valores esquecidos por clientes em instituições financeiras do país alcançam R$ 10,57 bilhões, em março.
Do total de valores parados, R$ 8,13 bilhões pertencem a 45,33 milhões de pessoas físicas e o valor restante (R$ 2,43 bilhões) é de 5,04 milhões de pessoas jurídicas (empresas).
Entre as instituições, os bancos têm R$ 6,25 bilhões dos valores disponíveis, seguidos por administradoras de consórcios (R$ 2,6 bilhões) e cooperativas (R$ 975,3 milhões)
Neste balanço mais recente, o Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central contabiliza que já devolveu aos correntistas R$ 14,55 bilhões esquecidos em contas.
Transferência ao FGO
Após os bancos fazerem a transferência exigida, o Ministério da Fazenda publicará um edital de chamamento. Primeiramente, o órgão contará com apoio do fundo público. Nesse sentido, a publicação ocorrerá no Diário Oficial da União. Além disso, o documento trará um link para acesso ao sistema de informações.
O portal detalhará o valor exato que da transferência ao fundo. Do mesmo modo, o sistema indicará qual era o banco de origem. Os dados incluirão a agência e o número da conta de onde o dinheiro veio. Certamente, o processo garante total transparência aos correntistas.
Assim, essas medidas facilitam a identificação dos recursos por parte dos cidadãos. Portanto, a consulta pública é uma etapa essencial deste novo cronograma. Dessa forma, a integração de dados bancários protege o patrimônio dos antigos titulares. Finalmente, o edital servirá como o guia oficial para futuras reivindicações.
A portaria que regulamenta o Novo Desenrola determina que a consulta aos dados deve ser de acesso individualizado, em ambiente restrito, para segurança do correntista.
Do total do saldo transferido ao FGO, haverá reserva de 10% para atender eventuais demandas de devolução de valores aos respectivos beneficiários.
Fonte: agênciabrasil



