Vazio sanitário da soja já está em vigor em MT
O período do vazio sanitário da soja já está em vigor em MT e seguirá até o dia 6 de setembro. Durante os próximos 90 dias, fica proibida a presença de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento nas propriedades rurais do estado.
A medida tem como objetivo reduzir a incidência da ferrugem asiática, considerada uma das principais doenças que afetam a cultura da soja. O fungo causador da doença depende da planta viva para sobreviver e se multiplicar, por isso a eliminação dos hospedeiros durante a entressafra é apontada como uma estratégia para interromper seu ciclo.
O período de restrição começou (8) e está previsto em normativa conjunta publicada pelo governo estadual. Durante a vigência do vazio sanitário, equipes de fiscalização irão percorrer propriedades produtoras para verificar o cumprimento das regras.
Entenda o que é proibido durante o período:
| Regras e Penalidades da Soja | |
|---|---|
| Período | 90 dias de vigência da medida. |
| Proibição | Proibido manter plantas de soja vivas (independentemente do estágio vegetativo). |
| Abrangência | Lavouras comerciais, plantas voluntárias e qualquer outra ocorrência no campo. |
| Penalidade Base | 30 UPFs (Equivalente a R$ 7.855,20) |
| Multa Adicional | Cobrança extra de + 2 UPFs por hectare da área destinada ao cultivo. |
| Fonte: Indea | |
Combate à ferrugem asiática
O vazio sanitário foi adotado em Mato Grosso em 2006. De fato, a medida surgiu após recomendações de pesquisadores juntamente com produtores preocupados com o avanço da ferrugem asiática. Inclusive, essa doença provoca a queda precoce das folhas da soja. Dessa forma, esse problema acaba prejudicando a formação dos grãos e por consequência, reduzindo drasticamente a produtividade das lavouras.
Nesse sentido, o fungo depende estritamente de plantas vivas para sobreviver. Por isso, ele encontra mais dificuldades para se disseminar quando não há soja disponível no campo durante a entressafra. Assim, a expectativa principal é que isso retarde o aparecimento da praga na safra seguinte. Portanto, a estratégia reduz os prejuízos econômicos aos produtores.
Fonte: Indea



