Empresas de turismo estão adotando IA
As empresas de turismo que adotam IA registram menos erros. O turismo brasileiro vive um momento de forte crescimento e a expectativa da FeComércio é que o setor movimente cerca de R$ 300 bilhões em 2026, impulsionado pelo aumento das viagens e da demanda por serviços mais rápidos e personalizados.
Apesar do cenário positivo, muitas empresas ainda não acompanharam a transformação digital que vem mudando a experiência dos viajantes. Um levantamento da Phocuswright aponta que 32% das companhias do setor turístico ainda não utilizam inteligência artificial em suas operações.
A resistência à tecnologia pode custar caro. Enquanto parte das agências mantém processos manuais e descentralizados, os consumidores demonstram preferência por soluções automatizadas. Segundo dados da Zipdo, 60% dos viajantes preferem que sistemas de inteligência artificial realizem atualizações de reservas, reduzindo em até 80% o tempo de espera durante o atendimento.
Para Rafael Cohen, CEO da Blis AI, empresa especializada no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial para o setor turístico, a falta de inovação tem dificultado a competitividade de muitas empresas tradicionais.
“As organizações que não inovam enfrentam dificuldades para acompanhar o ritmo do mercado, especialmente diante da crescente demanda por agilidade, personalização e disponibilidade contínua. Em situações como essa, os viajantes se mostram insatisfeitos com a demora do atendimento”, afirma.
Processos manuais aumentam custos e erros
Em períodos de alta demanda, estruturas que dependem de atendimento manual exigem a contratação de mais profissionais e o aumento das horas de trabalho, elevando os custos operacionais.
Além disso, a ausência de automação pode gerar falhas nos processos e informações inconsistentes, impactando diretamente a experiência do cliente. Dados da Zipdo mostram que o uso de inteligência artificial reduziu em 25% o abandono de reservas e diminuiu em 35% os erros relacionados à inserção manual de dados.
IA ganha espaço nas viagens
Em primeiro lugar, a tecnologia atual já é perfeitamente capaz de executar tarefas consideradas essenciais no setor. Por exemplo, os sistemas realizam a emissão automática de passagens. Além disso, as plataformas gerenciam remarcações complexas e consultas diversas de forma rápida. Como resultado, as ferramentas oferecem um atendimento personalizado em tempo real aos usuários.
Paralelamente, segundo Cohen, as empresas que adotam essas inovações colhem excelentes frutos operacionais. De fato, essas corporações conseguem oferecer uma experiência muito mais eficiente aos clientes. Do mesmo modo, as marcas garantem uma jornada satisfatória aos compradores. Por isso, elas ganham uma forte vantagem competitiva em um mercado cada vez mais disputado.
“A IA permite automatizar tarefas críticas como emissão de passagens e remarcações. Como ela faz atendimentos personalizados e os clientes se sentem mais satisfeitos com os serviços, as agências de viagens tradicionais estão perdendo espaço no mercado”, destaca.
Para o especialista, os agentes inteligentes representam uma mudança estrutural na forma como o turismo opera. “Os agentes inteligentes são orientados por dados. Dessa forma, eles contribuem para um novo padrão de competitividade no setor, com maior personalização e velocidade”, conclui.
Fonte: catracalivre




