As audiências acontecem duas vezes por semana, às terças e quintas, de acordo com a imprensa argentina
Começou, nesta terça-feira (14), um novo julgamento sobre a morte do craque argentino Diego Armando Maradona. Sete pessoas que trabalharam na equipe médica do jogador de futebol são acusadas de homicídio.

O caso voltou a julgamento em um tribunal em San Isidro, perto de Buenos Aires, cerca de um ano depois de arquivado.
As audiências acontecem duas vezes por semana, às terças e quintas, de acordo com a imprensa argentina. De uma lista inicial com mais de 200 testemunhas, as partes concordaram que ouvirão 92 pessoas sobre a acusação de negligência da equipe médica na morte de Maradona.
Figura onipresente na nação argentina, Maradona morreu em 2020, aos 60 anos. Isso após um ataque cardíaco, enquanto se recuperava de uma cirurgia no cérebro.
Os réus acusados de homicídio são: um psiquiatra, o neurocirurgião, o psicólogo, dois médicos, o enfermeiro e o enfermeiro-chefe. Também irão julgar enfermeira em separado, sem data ainda definida, conforme a Agência Reuters.
Em março do ano passado, anularam o primeiro julgamento depois que uma dentre os três juízes, Julieta Makintach, renunciou por violação ética. Ela havia sido entrevistada por uma equipe do documentário “Justiça Divina”, nos corredores do tribunal de Buenos Aires e em seu gabinete, o que viola as regras judiciais.
Naquele primeiro julgamento, a promotoria argumentou que os profissionais não seguiram os protocolos médicos de tratamento. Já a defesa argumentou que a morte do jogador era inevitável, devido a problemas de saúde ao longo dos anos. Os réus podem receber penas de prisão de 8 a 25 anos.
Diego Armando Maradona está marcado na história do futebol mundial, principalmente por seu desempenho com as cores da Argentina e do clube italiano Napoli. Ele ajudou seu país a conquistar a Copa do Mundo de 1986, marcando gols inesquecíveis ao longo da campanha vitoriosa.
Fonte: agênciabrasil


