Tráfego em Ormuz caiu ao nível mais baixo em dois meses
O tráfego de petroleiros e gaseiros no Estreito de Ormuz caiu no último domingo (12) ao nível mais baixo em dois meses, segundo dados do setor de navegação divulgados nesta segunda-feira, em meio à escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos e a novos ataques a embarcações.
Com base nos dados disponíveis, o movimento de petroleiros e gaseiros recuou ao menor patamar desde 25 de maio, de acordo com análise da Kpler.
O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos EUA, informou, primeiramente, no domingo, que o tráfego comercial no estreito continuou em níveis reduzidos. Os padrões de navegação refletiam, ademais, a cautela das operadoras após os recentes ataques. Fontes do setor afirmaram, igualmente, que embarcações têm desligado seus transponders públicos.
Dificulta-se, por conseguinte, o registro do número total de navios que cruzam a via. Segundo a Reuters, contudo, imagens de satélite indicaram movimentações específicas.
Pelo menos três pares de petroleiros estiveram envolvidos, aliás, em transferências de navio para navio fora do estreito, na costa de Omã.
Navios entram e saem discretamente
Tais transferências, denominadas STS, envolvem a passagem de petróleo entre embarcações. Permitem, desse modo, entregas mais rápidas para navios que aguardam. Evita-se, finalmente, a necessidade de navegar pelo Estreito de Ormuz. Esse procedimento tornou-se comum, vale notar, desde o início do conflito em 28 de fevereiro. “Alguns navios estão entrando e saindo discretamente”, disse uma autoridade do setor de navegação na segunda-feira.
A redução do tráfego ocorre após novas ações militares. As forças americanas concluíram mais uma onda de ataques contra o Irã no domingo, atingindo dezenas de alvos em vários locais com munições de precisão, informou o Comando Central. Donald Trump afirmou no domingo que o Estreito de Ormuz está aberto ao tráfego comercial, embora o Irã tenha declarado anteriormente que fechou o estreito depois que uma embarcação navegou por uma rota não aprovada e foi atingida.
Na segunda-feira, a Guarda Revolucionária do Irã informou que sua marinha interceptou dois navios no Estreito de Ormuz na noite anterior e desativou seus sistemas, sem divulgar os nomes das embarcações. O JMIC também relatou que um navio porta-contêineres sofreu danos causados por um projétil desconhecido, que provocou um incêndio na sala de máquinas no domingo.
Seis embarcações transitaram pelo estreito no domingo, segundo dados de rastreamento da Kpler, o menor número em cinco semanas. Uma fonte do setor afirmou que a situação deve ser vista “como um conflito controlado”, em referência ao padrão de tensão observado no Mar Vermelho.
Fonte: jornal debrasília



