Certo é que a Argentina só vai disputar a terceira final de um Mundial em 12 anos porque tem Messi
Quando o juiz apitar o fim de Argentina x Espanha domingo (19), no MetLife Stadium, Lionel Messi terá encerrado sua jornada em Copas do Mundo. Não se sabe se a taça estará mais uma vez em suas mãos ou não.
Certo é que a Argentina só vai disputar a terceira final de um Mundial em 12 anos porque tem Messi. Eleito o melhor em campo em cinco dos sete jogos da Argentina na competição, o camisa 10 manteve o brilho. Bem como, a genialidade e a capacidade de resolver partidas decisivas aos 39 anos.
Foi assim na épica vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra que colocou a seleção atual campeã do mundo na decisão. Foram dele os dois passes para Enzo Fernández e Lautaro Martínez definirem o triunfo em Atlanta.
“Eu me preparei e fiz de tudo para tentar chegar na melhor forma possível e poder aproveitar porque a minha maneira de aproveitar é me sentindo bem, me sentindo útil para a equipe e podendo sempre ser protagonista dentro deste grupo”, destacou o capitão argentino.
Ninguém participou de mais gols nesta Copa do Mundo do que ele, artilheiro com oito gols e autor de quatro assistências. São, portanto, 12 contribuições. Mais que isso: a genialidade preservada, o espírito de luta que compartilha com seus companheiros. Sobretudo, a liderança e a dedicação na reta final de sua carreira, jogando todos os 90 ou 120 minutos das partidas da equipe no torneio.
“Fiz tudo o que era possível para chegar nesta condição e consegui. Eu sabia que estaria à altura do desafio e só queria entrar em campo e aproveitar ao máximo”, acrescentou ele. Isto é, em declaração ligeira aos centenas de jornalistas acotovelados para ouvi-lo após a classificação dos sul-americanos.
Vitória épica
Messi nunca tinha enfrentado a Inglaterra em 22 anos de carreira. Faltavam um duelo e uma vitória sobre os ingleses, rivais históricos dos argentinos por fatores esportivos e históricos. “Era isso que faltava para mim e para este grupo”.
“Acho que todo o processo pelo qual eles (jogadores) têm passado é muito difícil, jogar a quinta final, outra final de Copa do Mundo, duas seguidas. É uma loucura”, disse ele.
Messi se referiu à jornada vitoriosa deste elenco treinado por Lionel Scaloni. São quatro títulos: duas edições de Copa América (2021 e 2024), uma Finalíssima (2022) e o Mundial de 2022 no Catar, em um ciclo memorável que começou justamente com a taça erguida no Maracanã, com vitória sobre o Brasil naquela decisão.
“Viemos aqui para sermos campeões mundiais, fomos os melhores do mundo nos últimos quatro anos. Doa a quem doer, não importa o que digam. E hoje provamos isso mais uma vez em campo, que ninguém nos dá nada de graça, e voltamos a ser os melhores do mundo”, afirmou.
Vice-campeão em 2014 e campeão em 2022, ele disputará sua terceira final em seis Copas. Isso tudo depois de indicar que a Copa do Catar, há quatro anos, seria a sua última.
“Chegamos com dúvidas, com incertezas, mas eu sabia que este grupo sempre compete, sempre dá o seu melhor, e quando estão juntos, encontram uma força que nem sabiam que tinham. Eu tinha certeza de que estaríamos entre os quatro primeiros”.
Melhor de todos os tempos?
Na opinião de Lionel Scaloni, Messi é o melhor de todos os tempos. “É o maior jogador da história do futebol, não há mais dúvidas disso”.
Foi comum vê-lo sendo reverenciado pelos adversários nesta e nos Mundiais passados, como fez Harry Kane, que disputava com o astro argentino a artilharia do torneio.
“Messi é obviamente um dos melhores jogadores de todos os tempos por um motivo, e, como eu disse, foi decepcionante ceder o espaço que cedemos naqueles últimos 20 minutos”, lamentou o capitão da Inglaterra, autor de seis gols na competição.
“Isso permitiu que não só ele, mas também outros jogadores, crescessem no jogo, ganhassem confiança e chegassem a zonas de perigo. No fim das contas, ficou difícil demais para nós conseguirmos pará-los”, justificou-se.
Fonte: cnn



